Ferrari Luce: veja as configurações do carro que causou polêmica entre os fãs
Elétrico com mais de 1.000 cv recebeu críticas e dividiu investidores sobre futuro da marca italiana

A estreia da Ferrari Luce não foi apenas o lançamento de um carro. Virou um teste público sobre até onde a Ferrari pode mudar sem perder identidade.
O modelo desenhado em parceria com Jony Ive estreou cercado por memes, críticas nas redes sociais e reação imediata do mercado: as ações chegaram a recuar fortemente após a apresentação oficial, refletindo a divisão entre investidores e entusiastas.

Mas, enquanto parte da internet discutia se aquilo ainda parecia uma Ferrari, outro grupo começou a fazer o que compradores da marca fazem há décadas: abrir o configurador e montar um carro praticamente único.
Para entender o Luce, configurar o carro virou quase tão importante quanto acelerar.
Ferrari Luce 2027 com desenho polêmico
O R7-Autos Carros abriu o configurador do esportivo Luce, que já está disponível no site da marca. Veja o que encontramos.
O primeiro passo: escolher qual Ferrari você quer que ele pareça
Diferentemente dos esportivos tradicionais da marca, o Luce nasce com uma proposta mais próxima de um gran turismo elétrico de cinco lugares e quatro portas.
A silhueta alta e o perfil que mistura elementos de shooting brake, sedã e crossover fizeram muita gente comparar o carro a modelos fora do universo Ferrari — justamente o que alimentou parte da polêmica.

No configurador, o primeiro dilema é justamente reduzir ou ampliar essa ruptura. Há duas escolhas: a clássica, com tons vermelhos tradicionais, rodas escuras, interior preto e menor contraste visual; e também a futurista, com mescla de cinzas claros, superfícies metálicas, interiores claros e acabamento mais minimalista inspirado no universo tecnológico. Há ao todo 35 cores para escolher.
Cor deixou de ser detalhe e virou assinatura
Na Ferrari, pintura não é catálogo — é posicionamento. No Luce, isso ficou ainda mais evidente, porque o desenho limpo e com poucas entradas de ar muda bastante dependendo do tom escolhido.

Cores mais escuras tendem a esconder o volume elevado da carroceria e aproximar visualmente o carro do universo Purosangue. Já tons claros destacam a arquitetura elétrica e o trabalho feito pelo estúdio LoveFrom.
Interior: onde a Ferrari tentou responder às críticas
Curiosamente, o interior parece ter recebido recepção melhor do que o visual externo. Seu perfil neo-retrô chamou a atenção, bem como a semelhança do design Apple com perfil quadrado arredondado.

O projeto traz mistura de comandos físicos com superfícies digitais — um contraste interessante, considerando que Jony Ive ficou conhecido justamente por defender interfaces quase totalmente por toque. Parte da proposta foi recuperar sensação mecânica dentro de um carro elétrico.

Na prática, quem for configurar o Luce deve prestar atenção em três áreas: combinação de couro e superfícies metálicas, escolha do volante (mais esportivo ou mais limpo) e iluminação ambiente e materiais translúcidos.

Aqui está parte da tentativa da Ferrari de justificar o preço, que gira em torno de 550 mil euros antes da personalização. Na prática, o Ferrari Luce pode custar até mais do que os R$ 3,2 milhões em valores convertidos.
Como configurar
São 35 opções de cores, indo desde a pintura padrão Rosso Corsa ou Nero Purosangue, uma tonalidade profunda e escura que parece preta em ambientes com pouca luz, indo a diversos tons de cinza, azul e amarelo que não são usuais para uma Ferrari.

O próximo passo é escolher as rodas. Apesar de as rodas com desenho mais aerodinâmico reduzirem o arrasto em cerca de 5%, visualmente elas não agradam tanto, então os mais conservadores devem escolher rodas com perfil de aros mais comum. Há opção de escolha do acabamento das rodas com cores ou detalhes em cinza, chamado de Grigio Diamond-Cut.

A partir daí, é possível adicionar parafusos de roda em titânio com tampas centrais em carbono, tampas pretas ou tampas Giallo Modena.

As pinças de freio podem ser configuradas nas cores preto, Rosso Corsa, Rosso Scuderia, Grigio Silverstone, amarelo, alumínio, azul ou dourado. Nossa escolha foi alumínio para trazer mais contraste às caixas de roda.

Depois vêm os detalhes em fibra de carbono — e eles são muitos. É possível adicionar difusor, teto, spoiler, saias e molduras de para-lamas. Existe a possibilidade de escolher teto panorâmico no lugar do acabamento em carbono. A flying bridge (elemento que sai da coluna C, atravessa o teto e chega até a outra coluna C) também pode ser pintada na cor da carroceria.

Depois vem o vidro de privacidade para as janelas traseiras, que também é possível adicionar. Há 19 opções de couro, uma cor especial de couro e outras 19 opções de Alcântara. Nos bancos, é possível usar couro ou Alcântara e personalizar até a padronagem das costuras com 21 opções.
É possível adicionar “cavalinhos rampantes” Mad Rosso Giudecca nos encostos de cabeça. O conceito monocromático continua nos carpetes, que podem ser escolhidos com ou sem o logotipo Luce.

Também é possível incluir bancos com ventilação e função de massagem nas duas fileiras, além de escolher uma entre quatro cores para os cintos de segurança.

O painel pode receber acabamento em alumínio anodizado Grigio Scuro ou Argento Seta, com a parte superior disponível em oito cores e a inferior configurável em 19 tons de couro e 18 opções de Alcantâra.
O volante oferece 16 opções de cor; o túnel central tem 19 opções de acabamento e mais 18 em Alcântara; os apoios de braço contam com outras 19 combinações.

Também é possível adicionar painel em fibra de carbono, maçanetas internas em carbono, soleiras externas em carbono e volante em carbono com LEDs.

Por fim, existem diversos opcionais menos ligados ao visual, como capa para o carro, kit para fumantes (afinal, o carro é italiano) e conjunto de malas sob medida para aproveitar os cerca de 595 litros do porta-malas.
Na motorização a escolha é padrão: a potência combinada supera os 1.000 cv (1.035 hp segundo dados divulgados), suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 2,5 segundos e ultrapassar os 310 km/h. A bateria tem capacidade próxima de 122 kWh e autonomia estimada acima de 500 km em ciclo europeu.
O sistema elétrico também utiliza arquitetura de alta tensão desenvolvida pela própria Ferrari para manter recarga rápida e desempenho sustentado. O preço com acabamentos e detalhes de cores e combinações pode chegar aos 600 mil euros, mais de R`$ 3,6 milhões em valores convertidos.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

























