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Rivian vê vendas despencarem enquanto Tesla também enfrenta queda nos EUA

Marcas enfrentam desafios na eletrificação que busca eficiência e preços mais acessíveis

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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A Rivian terminou 2025 com um desempenho bem abaixo do esperado, refletindo um cenário desafiador para fabricantes de veículos elétricos nos Estados Unidos e no mundo.

A retirada do crédito fiscal federal de US$ 7.500 — encerrado em setembro — teve impacto imediato nas vendas da marca, que sofreu uma queda expressiva de demanda no fim do ano. Nos EUA, Tesla, BMW, Audi e Volkswagen estão enfrentando quedas nas vendas ainda abaixo do esperado considerando o segmento dos elétricos.

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SUV elétrico da Rivian: marca passou a oferecer descontos de US$ 3 mil após queda na demanda
SUV elétrico da Rivian: marca passou a oferecer descontos de US$ 3 mil após queda na demanda Rivian Divulgação

No quarto trimestre, a Rivian entregou apenas 9.745 unidades, um recuo de 31,3% ante o mesmo período de 2024, e fechou o ano com 42.247 veículos entregues, queda de cerca de 18% em relação aos 51.579 do ano anterior. A marca viu, de uma só vez, uma quantidade significativa de potenciais compradores se afastarem diante do fim dos subsídios e da redução de incentivos para EVs nos EUA.

Rivian cumpre meta e vai entregar 25.000 veículos até o fim do ano
Rivian cumpre meta e vai entregar 25.000 veículos até o fim do ano Rivian/Divulgação

Do lado da produção, os números também não empolgam: no quarto trimestre foram fabricadas 10.974 unidades, e ao longo de 2025 a produção total foi de 42.284 veículos, abaixo dos 49.476 de 2024. Apesar dos resultados, a Rivian afirmou que os números ficaram dentro do esperado e aposta no lançamento do R2 — um SUV elétrico mais acessível — para recuperar tração em 2026.

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Tesla também sente a desaceleração

Tesla registra produção global de 9 milhões de elétricos em sua maior fábrica Portal N10

O ano de 2025 foi marcado por queda nas vendas da Tesla, inclusive enquanto outras fabricantes cresciam ou se ajustavam às mudanças no mercado global de elétricos.

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News Motor

Segundo dados compilados por agências de notícias e fontes de mercado, a Tesla encerrou 2025 com cerca de 1,63 milhão de veículos entregues, uma redução de aproximadamente 8,5% em comparação com os 1,78 milhão de unidades de 2024 — marcando o segundo ano consecutivo de queda nas vendas globais.

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O quarto trimestre de 2025 também ficou abaixo das projeções: a Tesla teria entregue 418.227 carros, queda de 16% em relação ao mesmo período anterior, resultado inferior às expectativas de analistas.

Alem da queda na venda dos elétricos nos EUA, países como a França registraram queda de cerca de 66% em dezembro e recuaram significativamente no acumulado de 2025; na Suécia a queda foi de mais de 70%; e em países como Portugal e Espanha os números também despencaram, contribuindo para uma redução da participação de mercado na região.

Se na Europa a “culpa” está na ampla concorrência com as marcas chinesas em alguns países o fim dos incentivos de impostos para comprar um carro elétrico também contribuíram com os resultados ruins. Enquanto rivais como BYD ampliaram fortemente sua participação global, Tesla e Rivian lutam para ajustar preço, produto e estratégia ao novo patamar competitivo — o que já tem feito grandes marcas repensarem suas estratégias para 2026.

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