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Vem chuva? Como evitar acidentes causados por pneus e baixa visibilidade

Previsão de mais chuva no Sul e no Sudeste reforça a importância de conferir pneus, limpar ou substituir palhetas e adaptar a velocidade às condições da pista

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A previsão de chuva intensa no Sul e Sudeste exige atenção especial dos motoristas para evitar acidentes.
  • Manutenção adequada dos pneus e limpadores de para-brisa é crucial para garantir aderência e visibilidade.
  • Reduzir a velocidade, aumentar a distância do veículo à frente e evitar ultrapassagens são medidas recomendadas.
  • Verificar o funcionamento dos faróis, setas e sistemas de desembaçamento ajuda a manter a segurança durante a condução em condições adversas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Modelo da Fiat estacionado em rua calma Imagem gerada por IA/Gemini

A previsão de mais chuva no Sul e no Sudeste nos próximos dias exige atenção de quem vai dirigir na cidade ou pegar a estrada. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), áreas dos três estados do Sul podem registrar acumulados elevados, enquanto São Paulo, Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo estão entre os destaques de chuva no Sudeste até segunda-feira (26).

Nesse cenário, pneus desgastados e limpadores de para-brisa deficientes podem transformar uma situação comum em risco de acidente. O R7-Autos Carros traz algumas dicas básicas sobre como manter a segurança e evitar acidentes.

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Com o asfalto molhado, o motorista precisa de aderência para frear e fazer curvas, além de boa visibilidade para identificar obstáculos. Por isso, a manutenção dos pneus e das palhetas deve acompanhar uma mudança de comportamento ao volante: reduzir a velocidade e aumentar a distância do veículo à frente são cuidados essenciais.

Calibrar é só o primeiro passo

Nos pneus, o primeiro passo é conferir a calibragem com eles frios, seguindo a pressão indicada pela fabricante do veículo no manual ou na etiqueta de referência do carro. O estepe também deve entrar na verificação.

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Homem calibrando pneu Freepik/Divulgação

O desgaste merece a mesma atenção. Os sulcos ajudam a escoar a água da região de contato com o pavimento e, conforme ficam mais rasos, essa capacidade diminui. O limite de profundidade é de 1,6 milímetro, identificado pelos ressaltos conhecidos como TWI, que ficam no fundo dos sulcos.

Quando a banda de rodagem se nivela a essas marcações, o pneu precisa ser substituído. Esse limite, porém, não representa uma garantia de bom desempenho na chuva: a perda de eficiência no molhado começa antes de o pneu ficar careca.

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Pneu careca Freepik/Divulgação

Um dos maiores perigos é a aquaplanagem, situação em que uma camada de água se interpõe entre o pneu e o asfalto, reduzindo ou eliminando o contato com a pista. A velocidade, a quantidade de água e as condições dos pneus influenciam esse risco.

Se o carro aquaplanar, a orientação é aliviar o acelerador, manter o volante firme e evitar freadas ou movimentos bruscos, aguardando a recuperação da aderência.

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Vidros limpos

A visibilidade exige cuidados igualmente simples. Antes de condenar a palheta, vale verificar se existe sujeira acumulada na borracha e no vidro. A limpeza da lâmina pode ser feita com pano macio umedecido em água, seguindo as orientações do fabricante.

Também é possível limpar a palheta com água e sabão neutro, mas sempre se deve evitar querosene e outros produtos químicos que possam danificar o material.

Homem troca a palheta do carro Imagem gerada por IA/Gemini

Limpar, entretanto, não recupera uma borracha ressecada ou rasgada. Se o limpador deixa faixas, falha em partes do vidro, trepida ou continua fazendo ruído após a limpeza, é hora de avaliar a substituição.

Mecânico checa componente do carro Imagem gerada por IA/Gemini

O ideal é fazer a troca pelo menos uma vez por ano ou antes disso, quando aparecem sinais de deterioração. Também é necessário conferir o funcionamento dos esguichos e manter abastecido o reservatório do lavador com a solução indicada para o veículo. Nesse reservatório pode ser usado um pouco de sabão neutro.

O cuidado com os vidros inclui o lado interno. Sujeira e embaçamento também prejudicam a visão. O sistema de ventilação, o ar-condicionado e os desembaçadores devem estar funcionando e ser utilizados conforme as instruções do carro. Tentar limpar o para-brisa com a mão enquanto dirige desvia a atenção e pode deixar marcas que dificultam ainda mais a visibilidade.

Dirija sempre no limite e tenha atenção nas vias

Na condução, a chuva intensa, água acumulada e a cortina levantada por caminhões exigem reduzir o ritmo, ampliar a distância e evitar ultrapassagens desnecessárias.

Frear e mudar de direção de forma progressiva ajuda a preservar o controle. O farol baixo também melhora a percepção do veículo pelos demais motoristas, inclusive pela iluminação traseira. Vale a pena olhar como estão faróis e setas, que melhoram a segurança a bordo.

Se a chuva impedir a visão da pista, a decisão mais prudente é procurar um posto ou outro local seguro fora do fluxo para esperar a melhora do tempo. O acostamento não deve ser usado como parada de conveniência durante o temporal.

Antes da viagem, conferir pneus, limpadores e iluminação reduz a chance de descobrir um defeito quando já não há margem para reagir e evitar um acidente.

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