Lula aciona órgãos internacionais contra ‘interferência externa’ das plataformas digitais
O senador Camilo Santana, membro da equipe de coordenação, esteve reunido com representantes de 12 países e vai acionar a OEA
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, reuniu-se com representantes de 12 países para denunciar internacionalmente os indícios de interferência externa nas eleições por meio das plataformas digitais.
O senador Camilo Santana, coordenador da campanha, disse nesta quarta, em entrevista coletiva, que também vai enviar representações à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
“Nos últimos três dias, recebemos mais de 2.500 denúncias em nossa página de interferência, com relatos de comportamentos estranhos”, disse o senador, que deu exemplos dos problemas apresentados.
“Quando você busca a página do ‘Exército Lula’ no WhatsApp, ele te indica para a página do ‘Exército do Flávio’. E não ocorre o inverso.”
Santana também afirmou que irá se reunir nesta quinta-feira (15) com observadores internacionais que estão no país acompanhando as eleições para apresentar um relatório com todos os indícios para embasar a denúncia.
“São mais de 90 ações no TSE referentes às plataformas digitais. A Meta reconhece a falha técnica, mas não tem medida efetiva”, disse Éden Tavares, Secretário Nacional de Comunicação do PT, também membro da coordenação e que estava na entrevista coletiva.
A campanha de Lula espera que a pressão junto à plataforma seja eficaz para que ocorra uma eleição imparcial e contra qualquer tipo de interferência.
“Se a Meta der neutralidade e equilíbrio, já é bom para a integridade das eleições no Brasil. Queremos eleições justas e limpas”, disse Tavares.
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