Campanha de Lula vê resultado nas mobilizações e aposta em clima para virada
Coordenadores relatam mudança no cenário desde terça-feira (20). Mobilização digital e desgaste de Flávio são apontados como fatores
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O clima mudou na campanha do presidente Lula (PT) nesta reta final do segundo turno. Depois de semanas tentando reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL), levantamentos internos passaram a apontar, pela primeira vez nesta etapa da disputa, o petista à frente do adversário, segundo integrantes da coordenação ouvidos pelo Blog.
A mudança começou a aparecer na terça-feira (20), quando os monitoramentos internos registraram empate entre os candidatos e vantagem para Lula na pesquisa espontânea, de acordo com coordenadores petistas.
“Pela primeira vez, levantamentos internos apontam Lula na frente de Flávio nesse segundo turno”, afirmou o governador do Piauí, Rafael Fonteles, um dos coordenadores da campanha, em vídeo divulgado nas redes sociais.
A avaliação entre os aliados é de que a campanha conseguiu reagir depois do resultado negativo do primeiro turno. Entre os fatores apontados estão a ampliação da mobilização nas redes sociais, com destaque para o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que já ultrapassou 8 milhões de seguidores, e a maior presença de porta-vozes na imprensa. O senador Camilo Santana e o presidente do PT, Edinho Silva, por exemplo, passaram a falar diariamente com jornalistas, movimento que não ocorreu no primeiro turno.
A equipe petista também atribui parte da mudança ao desgaste de Flávio Bolsonaro. Na avaliação dos coordenadores, as críticas ao chamado “tesouraço” de R$ 250 bilhões nos gastos públicos ganharam força, enquanto o desempenho do candidato do PL no primeiro debate do segundo turno não ajudou a campanha adversária.
“Não tem bala de prata. Acho que a campanha mudou muito no segundo turno. É continuar nessa toada”, afirmou um dos coordenadores ao Blog.
O otimismo contrasta com o ambiente de surpresa e preocupação que tomou conta da campanha após Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio. Agora, aliados falam na possibilidade de uma “virada histórica”: desde 1989, em todas as sete eleições presidenciais decididas no segundo turno, venceu o candidato que havia terminado a primeira votação na liderança.
Os números dos levantamentos internos, porém, não foram divulgados, e as pesquisas públicas mais recentes ainda mostram uma disputa apertada.
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