Comprador de carro: um ser em extinção!
Os desafios do setor automotivo em 2026: menos consumidores, mais empresas e o crescimento do mercado de seminovos
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caros leitores, digníssimas leitoras: enfim, apita o árbitro e inicia-se mais um ano para o setor automotivo! E 2026 será um ano para lá de complicado!
Só para contextualizar, devemos lembrar que neste glorioso ano teremos alguns pontos que jogarão contra o setor automotivo, como por exemplo: menos dias úteis de trabalho (devido aos feriados e emendas); pontos facultativos devido à Copa do Mundo; do lado econômico deveremos ter mais um ano, onde o setor econômico andará de lado (quase que de ré); a taxa de juros que deverá ficar mais por mais um tempo lá na estratosfera, antes de decidir descer só um pouquinho; e a nossa cereja do bolo é que 2026 é um ano eleitoral e deverá ser “quase nada tranquilo”.
Ufa... o ano ainda nem começou direito e só de pensar em tudo isso, já cansei!
Mas, como pimenta nos olhos do outro é refresco, existe um “complicómetro” que é pouco falado:
O CLIENTE DO CARRO NOVO SUMIU!
Para não generalizar, digamos que “ele não sumiu”. Ele apenas está entrando em extinção!
Deixe-me explicar melhor; -
No ano passado, tivemos alguns burburinhos para alavancar o setor: o lançamento do programa “carro sustentável” com redução de IPI para os carros mais ecológicos (menos poluentes); depois de um longo e tenebroso inverno, ainda tivemos a volta do Salão do Automóvel (uma espera de 7 anos).
Tudo isso para motivar/incentivar que você, caro leitor, se empolgasse em adquirir um carro novo!
Mas a dura realidade foi outra! A cada ano que passa, nota-se que o consumidor de carros novos não é mais pessoas como você, caro leitor. Quem vem comprando carro zero quilometro são as pessoas jurídicas, as empresas; em especial as locadoras de veículos.
Alguns dados
Ano passado, a indústria vendeu quase 2,55 milhões de carros novos. Mas nós, os “seres vivos”, compraram quase 1,45 milhão de unidades. Já as empresas (em geral locadoras) compraram 1,1 milhão de unidades.
Ou seja, de cada 100 veículos novos vendidos, 57 é para as pessoas físicas e 43 para as locadoras.
Vejam como foi a distribuição das vendas no ano passado, mês a mês.

O ponto aqui de se notar é que no começo do ano, a proporção era de 65% para PF e 35% para PJ. A partir de março, as compras de veículos por parte das PJ subiram; e em novembro quase rolou uma inversão da curva!
O que notamos é que, ao longo dos anos, os consumidores de carros novos foram cada vez mais deixando de lado (ou perdendo o seu poder de compra). Hoje (quase que na prática), percebe-se que existem marcas do setor automotivo que estão direcionando grande parte da sua produção para os clientes (PESSOAS JURÍDICAS) do que para reles mortais como nós.
Por exemplo, se pegarmos as vendas da FIAT; VW e GM (as três principais montadoras do país), que correspondem por quase metade de todos os carros novos vendidos, essas três marcas comercializaram 53% de todos os veículos para as PJ. A Fiat, líder de vendas, vendeu 57% de seus veículos para empresas, não para consumidores como você, caro leitor!
Se as vendas dos novos estão cada vez mais intangíveis para nós, sobrou espaço para o mercado de veículos usados!
Com isso, as vendas de carros novos, com suas 2,55 milhões de unidades em 2025, cresceram quase 2,6%. As vendas de veículos seminovos alcançaram a cifra de quase 13,35 milhões de carros transacionados, gerando alta de 15% sobre o ano anterior!
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