Advogado de Temer cogita encontro com Fachin, do STF
Brian Alves Prado avalia demonstrar a "desnecessidade" da quebra de sigilo telefônico do presidente, conforme pedido da Polícia Federal
Christina Lemos|Do R7

A notícia de que a polícia federal solicitou formalmente a quebra do sigilo telefônico do presidente Michel Temer no âmbito do inquérito Odebrecht pegou o Planalto de surpresa, num dia em que o emedebista já havia manifestado sua irritação com o teor das investigações de outro inquérito, o dos Portos. Temer se considera “alvo de bombardeio” e de “perseguição política”, segundo relato de assessores próximos.
Planalto e advogados foram informados pela imprensa da iniciativa da polícia federal e também do despacho da procuradora geral, que teria dado parecer contrário à abertura do sigilo telefônico do presidente. Raquel Dodge concordou apenas com a abertura de dados dos ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, de Minas e Energia, também investigados.
Responsável pela defesa do presidente no inquérito Odebrecht, o advogado Brian Alves Prado, não descarta procurar o ministro Edson Fachin, relator do caso no STF, que decidirá sobre atender ou não à demanda dos investigadores. “Seria interessante a gente conversar com o ministro Fachin sobre o próprio pedido da polícia federal para demonstrar a desnecessidade de quebra de sigilo telefônico do presidente. Estamos avaliando” - declara.
Com a medida, a polícia federal espera consolidar indícios de participação dos três integrantes da cúpula do MDB em esquema de cobrança de propina junto à Odebrecht. Representante da empresa delatou aos investigadores pedido de R$ 10 milhões em favor do partido, durante jantar no Palácio do Jaburu, em 2014. Temer admite o jantar, mas nega ter participado da conversa ou de qualquer tratativa envolvendo pagamentos de recursos ao partido.















