Agricultores pedem socorro financeiro por causa de extremos do clima
Ministra da Agricultura recebeu CNA, que pede revisão dos juros nos financiamentos para áreas prejudicadas
Christina Lemos|Do R7

Eventos extremos do clima, tanto as secas, quanto as enchentes, que afetam várias regiões do Brasil, levaram dirigentes da CNA a um apelo formal a vários ministros por mudanças no tratamento aos produtores rurais e socorro às áreas mais afetadas. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, recebeu representantes da Confederação nesta quarta e sinalizou com ajuda.
O alerta formal foi encaminhado também aos ministros da Economia, da Casa Civil, e do Desenvolvimento Regional. A CNA pede que o Conselho Monetário Nacional baixe medidas emergenciais de crédito para os produtores de áreas afetadas. Para a linha de crédito, a CNA propõe "uma taxa de 2,5% ao ano - semelhante à de 2020, e que a taxa de juros suba de forma escalonada, de acordo com o porte do produtor, chegando a 5% ao ano para os maiores”, informa documento encaminhado ao governo.
O mapa dos estragos causados pelas chuvas em Minas Gerais colheu informações entre 1.412 produtores de 263 municípios de Minas. Do total, 12% relataram perda de animais e 17%, perda de produção agrícola. No Sul, o problema é oposto: a seca vem afetando drasticamente a atividade. A estimativa é que a primeira safra caia dos estimados 28,6 milhões de toneladas para 24,8 milhões de toneladas.
“Já temos ações que vamos começar a trabalhar, como renegociações de dívidas, para que os produtores tenham algum tipo de alento”, sinalizou Tereza Cristina, após a reunião. A ministra também prometeu uma visita às áreas mais afetadas.















