Alta do diesel acende alerta vermelho na pré-campanha de Lula
Pressão sobre preços causada pela guerra também afeta expectativa de queda da Selic
Christina Lemos|Do R7
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Os estrategistas de campanha do presidente Lula estão em estado de alerta desde que as primeiras bombas nos postos de abastecimento iniciaram o reajuste de preços de combustíveis, principalmente o diesel. Em algumas localidades do país, o valor cobrado por litro chegava a oscilar, nesta segunda-feira (9), entre R$ 5,00 e R$ 9,00. O movimento tem potencial econômico e político explosivo.
A alta vem sendo provocada pela expectativa de escalada internacional no preço do petróleo – efeito que ainda não alcança o Brasil, já que a Petrobrás tem estoque suficiente até mesmo para manter a estabilidade de preços por algum tempo.
No entanto, o movimento antecipado pode gerar impacto tanto sobre a inflação quanto sobre agentes econômicos decisivos na definição de indicadores observados pelo Banco Central.
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A persistir a pressão, que advém da percepção de guerra prolongada no Oriente Médio, a autoridade monetária brasileira pode rever a posição de iniciar uma redução da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, como sinalizado na última ata do Copom.
Em reunião prevista para a semana que vem (nos dias 17 e 18), o horizonte de queda de 0,25% ou de meio por cento pode ser afetado – como já preveem alguns analistas do mercado.
A perspectiva representa um balde de água fria para o governo, que espera um afrouxamento no rigor da Selic, vista como principal entrave para investimentos e para o crescimento econômico. Mas a eventual piora do cenário internacional, com a desorganização das cadeias de abastecimento de petróleo ao redor do mundo e seus reflexos para o Brasil, guardam resultados ainda mais preocupantes.
O pior cenário imaginado na esfera política é uma reação de setores considerados “explosivos” pelo governo, como é o caso dos caminhoneiros. A categoria tem poder de fogo tido como “incontrolável”, uma vez que não se organiza de forma institucionalizada e age por “comportamento de manada”.
Isto é, uma vez insatisfeitos com a queda nos seus rendimentos diretos, ocasionada por alta sustentada do diesel, grupos de caminhoneiros deslancham movimentos de paralisação que tendem a ser seguidos por outros e insuflados por correntes políticas de oposição.
Faltando sete meses para a eleição, esse é o pior quadro para o presidente Lula, que, no momento, já aparece nas sondagens preliminares como tecnicamente empatado com o principal adversário, Flávio Bolsonaro.
Desde que o filho mais velho do ex-presidente foi indicado por ele como seu sucessor, o senador vem consolidando sua posição como concorrente viável ao Planalto, mesmo que com alta rejeição, acima dos 40% - quesito em que também empata com o petista.
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