Logo R7.com
RecordPlus
Christina Lemos - Blogs

Alta do diesel acende alerta vermelho na pré-campanha de Lula

Pressão sobre preços causada pela guerra também afeta expectativa de queda da Selic

Christina Lemos|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A alta do diesel gerou alerta na pré-campanha do presidente Lula, com preços variando de R$ 5,00 a R$ 9,00 em algumas localidades.
  • A expectativa de aumento internacional do preço do petróleo pode afetar a inflação e a Selic, atualmente em 15% ao ano.
  • Caminhoneiros, insatisfeitos com os preços, podem causar paralisações que impactariam a política devido à sua influência.
  • Antenado às eleições, Lula está tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro, complicando sua estratégia eleitoral.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alta vem sendo provocada pela expectativa de escalada no preço do petróleo Freepik

Os estrategistas de campanha do presidente Lula estão em estado de alerta desde que as primeiras bombas nos postos de abastecimento iniciaram o reajuste de preços de combustíveis, principalmente o diesel. Em algumas localidades do país, o valor cobrado por litro chegava a oscilar, nesta segunda-feira (9), entre R$ 5,00 e R$ 9,00. O movimento tem potencial econômico e político explosivo.

A alta vem sendo provocada pela expectativa de escalada internacional no preço do petróleo – efeito que ainda não alcança o Brasil, já que a Petrobrás tem estoque suficiente até mesmo para manter a estabilidade de preços por algum tempo.


No entanto, o movimento antecipado pode gerar impacto tanto sobre a inflação quanto sobre agentes econômicos decisivos na definição de indicadores observados pelo Banco Central.

Leia mais

A persistir a pressão, que advém da percepção de guerra prolongada no Oriente Médio, a autoridade monetária brasileira pode rever a posição de iniciar uma redução da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, como sinalizado na última ata do Copom.


Em reunião prevista para a semana que vem (nos dias 17 e 18), o horizonte de queda de 0,25% ou de meio por cento pode ser afetado – como já preveem alguns analistas do mercado.

A perspectiva representa um balde de água fria para o governo, que espera um afrouxamento no rigor da Selic, vista como principal entrave para investimentos e para o crescimento econômico. Mas a eventual piora do cenário internacional, com a desorganização das cadeias de abastecimento de petróleo ao redor do mundo e seus reflexos para o Brasil, guardam resultados ainda mais preocupantes.


O pior cenário imaginado na esfera política é uma reação de setores considerados “explosivos” pelo governo, como é o caso dos caminhoneiros. A categoria tem poder de fogo tido como “incontrolável”, uma vez que não se organiza de forma institucionalizada e age por “comportamento de manada”.

Isto é, uma vez insatisfeitos com a queda nos seus rendimentos diretos, ocasionada por alta sustentada do diesel, grupos de caminhoneiros deslancham movimentos de paralisação que tendem a ser seguidos por outros e insuflados por correntes políticas de oposição.


Faltando sete meses para a eleição, esse é o pior quadro para o presidente Lula, que, no momento, já aparece nas sondagens preliminares como tecnicamente empatado com o principal adversário, Flávio Bolsonaro.

Desde que o filho mais velho do ex-presidente foi indicado por ele como seu sucessor, o senador vem consolidando sua posição como concorrente viável ao Planalto, mesmo que com alta rejeição, acima dos 40% - quesito em que também empata com o petista.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.