Logo R7.com
RecordPlus
Christina Lemos - Blogs

Ano será de poucas entregas no Legislativo

Calendário eleitoral encurta chances de propostas vitais para fazer deslanchar a economia

Christina Lemos|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Calendário eleitoral encurta período de atividades em mais de seis meses
Calendário eleitoral encurta período de atividades em mais de seis meses

A reabertura dos trabalhos no Congresso Nacional desafia os parlamentares a usar bem os próximos quatro meses para alcançar acordos políticos, sem os quais a pauta de votações de assuntos cruciais estará inteiramente comprometida. O cruzamento do calendário eleitoral com a pauta de possíveis assuntos mostra a dificuldade da tarefa.

Entre março e abril, o mundo político viverá uma profunda transformação, com a abertura da chamada “janela partidária”, que permite a troca de legenda sem a perda do mandato. Haverá intensa migração, principalmente no campo majoritário, o que afetará inclusive a maioria parlamentar do Planalto e terá impacto ainda imprevisível sobre as chances de votações.


Em 2 de abril, por sua vez, encerra-se o prazo para a formação das chamadas federações partidárias, a principal novidade destas eleições. A formação de coalizões levará à atuação parlamentar em conjunto, sempre com o olhar voltado para o resultado das urnas.

Também em abril, o Executivo federal entra no modo transição. Mais da metade dos ministros – numa estimativa conservadora – precisará desembarcar de seus cargos, se quiser concorrer. O presidente Jair Bolsonaro tende a adotar uma saída técnica para dar solução de continuidade à gestão, lançando mão dos secretários-executivos das pastas para encerrar o último ano de mandato, enquanto busca, ele próprio, renová-lo nas urnas.


A partir de 15 de maio, pré-candidatos poderão formalmente iniciar a corrida por recursos para alavancar suas campanhas, na modalidade “financiamento coletivo”.

Entre 20 de julho e 5 de agosto, é a hora das convenções partidárias – a largada da campanha propriamente dita. É quando serão anunciadas as decisões sobre candidaturas, formação de chapas e alianças regionais. A essa altura, o que não tiver sido votado pelo Congresso forçosamente ficará para depois da formação do governo eleito – isto é, fevereiro de 2023.

As chances de avanço nas reformas constitucionais, como a tributária, por exemplo, são rarefeitas. Na largada dos trabalhos, domina a pauta o debate em torno de mecanismos para reduzir o impacto sobre a inflação da escalada nos preços dos combustíveis. O mercado percebe as propostas sobre a mesa como meramente paliativas, uma vez que a oscilação internacional do preço do petróleo e o mecanismo de transferência direta dos aumentos para a bomba são considerados os pontos essenciais e incontornáveis do problema.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.