Cesare Battisti nas mãos de Evo Morales

Autoridades italianas seguem confiantes na extradição. Fuga para Bolívia pode significar expectativa de proteção política do presidente boliviano Evo Morales

Evo Morales, presidente da Bolívia

Evo Morales, presidente da Bolívia

REUTERS/Mariana Bazo/13.04.2018

Autoridades do corpo diplomático italiano no Brasil estão reticentes quanto à possibilidade da imediata extradição de Cesare Battisti para Roma. Apesar do entusiasmo do ministro do interior Matteo Salvini, que chegou a proclamar “acabou a boa vida”, ao tomar conhecimento da prisão, diplomatas temem que o trâmite burocrático seja menos simples do que se imagina. Admitem que tudo vai depender do governo Evo Morales e da pressão política que entidades de esquerda e organismos internacionais venham a fazer sobre o presidente da Bolívia.

A cooperação da polícia boliviana foi celebrada por Salvini e diplomatas reforçam que “a prisão foi resultado de uma ação dos agentes dos três países, Brasil, Itália e Bolívia”. No entanto, admitem que o destino escolhido por Battisti para a fuga pode sinalizar “expectativa ou promessa” de proteção. “É o que saberemos agora”, afirma interlocutor do corpo diplomático.