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Chegada de Bolsonaro leva tensão inédita a hospital de Joinville

Equipe médica chegou a se preparar para intervenção cirúrgica, caso se tornasse urgente

Christina Lemos|Do R7

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A madrugada de segunda-feira, logo após o feriado de Ano-Novo, foi de tensão inédita para a equipe do Hospital São José, administrado pela prefeitura de Joinville, em Santa Catarina. Os plantonistas viveram momentos críticos ao serem avisados de que o paciente a dar entrada na emergência era ninguém menos que o presidente da República, Jair Bolsonaro, com histórico complexo de intervenções abdominais.

O transporte de helicóptero do forte onde o presidente se encontrava até Joinville e a troca de comunicações com a equipe médica que prestou o primeiro atendimento a Bolsonaro davam conta de que o quadro era em tudo semelhante ao que, em julho do ano passado, justificou a transferência do presidente de Brasília para São Paulo. A equipe do São José se preparou para várias possibilidades, inclusive a de uma cirurgia de emergência.


Bolsonaro, já medicado, foi conduzido ao hospital portando um acesso venoso no braço esquerdo, enquanto assessores tratavam de localizar o cirurgião responsável pelo atendimento ao presidente, Antônio Luiz de Macedo, que estava nas Bahamas, nos Estados Unidos.

Por terra, a equipe de assessores e seguranças deixou Santa Catarina às pressas. Por volta da 1h da manhã, os motoristas que aguardavam na fila para abastecer no posto de combustível da BR-101, no trecho entre São Francisco do Sul e Navegantes, deram a vez à parte da comitiva presidencial. Quatro carros tiveram preferência, já que se tratava de uma “emergência envolvendo a saúde do presidente”.


A essa altura, um avião da Fab vindo de Brasília já se preparava para decolar, com Bolsonaro a bordo, rumo a São Paulo, o que ocorreu à 1h50 da madrugada.

O quadro de obstrução intestinal foi desta vez reconhecido rapidamente pelo próprio paciente. Bolsonaro viveu situação semelhante em julho de 2021 — ocasião em que a demora no diagnóstico levou a um agravamento da crise de saúde do chefe do Executivo, que chegou a ficar quatro dias internado em São Paulo. Após tratamento para a desobstrução do intestino, a cirurgia foi descartada.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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