Christina Lemos Com mulher na CEF, Bolsonaro encurta caminho para sair da crise

Com mulher na CEF, Bolsonaro encurta caminho para sair da crise

Indicação de Daniella Marques para vaga de Pedro Guimarães, após acusações de assédio sexual, mira eleitorado feminino

Daniella Marques, da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade. Na CEF, desagravo ao eleitorado feminino

Daniella Marques, da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade. Na CEF, desagravo ao eleitorado feminino

Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 20.05.2022

Está sendo celebrada como importante tacada política a indicação de Daniella Marques para a vaga de Pedro Guimarães na presidência da Caixa Econômica Federal. A escolha da auxiliar de Paulo Guedes para o comando do principal banco de fomento do país, responsável pelo pagamento dos programas sociais do governo, funcionaria como dupla tacada: a um só tempo, liquidaria o escândalo motivado por denúncias de assédio sexual apresentadas contra Guimarães e acenaria ao eleitorado feminino, o principal nicho de rejeição a Bolsonaro.

O afastamento de Guimarães termina por circunscrever o episódio das denúncias a um ato individual do Executivo – considerado um dos auxiliares mais próximos de Bolsonaro, isolando o presidente do rumoroso caso, de alto potencial de dano à campanha da reeleição. Já a indicação de Daniella Marques funciona como desagravo ao eleitorado feminino, perante o qual Bolsonaro alcança a crítica marca de 60% de rejeição.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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