Coronavírus: governo promete regras para falta ao trabalho
Conjunto de medidas incluirá portaria que torna obrigatória quarentena determinada por médico, sob risco de punição. Medidas saem a partir de segunda-feira.
Christina Lemos|Do R7

O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, declara que o governo pretende “regular a falta ao trabalho” motivada por sintomas de coronavírus e, com base na Lei de Infração Sanitária - legislação do final dos anos 70, estabelecer punição para o descumprimento do isolamento ou quarentena de pacientes comprovados. “Mantemos a recomendação para as pessoas que têm quadro gripal: é melhor perder um dia de trabalho. “Que evitem a cocirculação”, alerta Mandetta.
A preocupação combina com a esperada nova etapa da epidemia: a iminente circulação livre do coronavírus em ambiente comunitário, não monitorado pelas autoridades. Até este momento, o Brasil tem apenas dois casos do tipo de transmissão definido como local - isto é: o contágio ocorreu a partir do contato próximo de pessoas já monitoradas com paciente confirmado e identificado.
Quando o Brasil passar à fase de transmissão comunitária, será exponencial o salto de casos confirmados e inevitável a corrida da população às unidades de saúde - o que alarma o governo, porque pode agravar ainda mais o contágio. Para tentar se antecipar à sobrecarga do sistema de saúde, o governo promete anunciar a partir de segunda-feira um conjunto de 7 medidas, além das acima citadas. Entre elas está um novo chamamento ao programa Mais Médicos, e a antecipação do atendimento aos pacientes com doenças crônicas - muitos são idosos debilitados. A intenção é que esses pacientes não procurem os postos de atendimento para procedimentos de rotina no ponto alto da epidemia















