Christina Lemos De Michelle a Fux, vitória apertada de Mendonça é comemorada

De Michelle a Fux, vitória apertada de Mendonça é comemorada

Primeira-dama registra emoção em redes pessoais e Fux fala em “satisfação ímpar”. Posse será este mês.

André Mendonça abraça Michelle Bolsonaro, que atuou no apoio à sua aprovação ao STF

André Mendonça abraça Michelle Bolsonaro, que atuou no apoio à sua aprovação ao STF

Reprodução

Os momentos que se seguiram ao resultado do painel do Senado, na votação secreta que marcou a aprovação do nome de André Mendonça ao STF, foram marcados pela celebração de apoiadores, que até então não tinham qualquer segurança sobre o resultado. Com apenas 6 votos de margem acima  do mínimo necessário para a aprovação, Mendonça viveu momentos críticos no correr dos quase 5 meses de espera pela decisão e reverteu a tendência de derrota ao adotar tom moderado e flexibilizar posições na sabatina à CCJ.

A primeira dama, Michelle Bolsonaro, que se o empenhou pessoalmente na mobilização do apoio de religiosos ao indicado, postou fotos em que registra sua vibração. “Nosso Deus é justo e fiel, cumpriu o que prometeu”, publicou, registrando que “nosso irmão em Cristo é, agora, ministro do Superior Tribunal Federal”. As 9 fotos registram o momento em que Mendonça agradece a primeira dama e deixam clara a proximidade entre os dois.

Durante a sabatina, Mendonça buscou afastar os temores de que sua atuação no STF fosse guiada por valores religiosos. E defendeu o estado laico. O futuro ministro, que toma posse ainda em dezembro, voltou ao tema na primeira entrevista após a aprovação pelo Senado, ao avaliar que o resultado teria sido “um salto para os evangélicos”. 

Em nota, o presidente do STF, Luiz Fux, registrou “satisfação ímpar” com a aprovação do nome de Mendonça para a vaga de Marco Aurélio Mello, restabelecendo a composição de 11 integrantes do Supremo. “Pretendo dar posse ao novo ministro ainda este ano”, declarou. Fux esteve entre os apoiadores ao nome de Mendonça, ao lado do colega Dias Toffoli. 

O Tribunal vive momentos de divisão em temas polêmicos, marcados por votações de maioria apertada e placares de 6 a 5. Há a expectativa de que a entrada de Mendonça acabe por levar a Corte a pender para o lado conservador, em temas que arriscam mudar a jurisprudência firmada até aqui. Um exemplo é o da prisão em segunda instância, com a qual Mendonça declara concordar.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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