Governistas tentarão vencer Renan em segundo turno
Decisão de última hora sobre quórum para a eleição poderá virar o jogo contra o emedebista, favorito para presidir o Senado.
Christina Lemos|Do R7

Uma regra regimental que será questionada no último minuto antes da eleição no Senado pode ser decisiva para definir quem será o novo presidente da Casa: o número de votos exigidos para dar a vitória a um dos concorrentes. Atualmente, por decisão do presidente Eunício Oliveira, só haverá vitória em primeiro turno se um dos candidatos alcançar 41 votos - metade mais um dos 81 senadores.
A restrição, num cenário de pulverização de candidaturas, permitirá que a eleição seja decidida em segundo turno - já que dificilmente algum dos concorrentes alcançará os 41 votos exigidos. O plano dos governistas, que enfrentam o favoritismo de Renan Calheiros, é descarregar votos no colega que passar ao segundo turno e que disputará contra o emedebista.
Mas a expectativa é que aliados de Renan questionem a decisão de Eunício Oliveira, para fazer prevalecer a eleição por maioria simples - isto é, vence aquele que obtiver o maior número de votos entre os presentes. A questão de ordem seria apresentada ao presidente da sessão de votação minutos antes da eleição.
Tradicionalmente, o atual presidente do senado não conduz a sessão de votação. Eunício Oliveira passará a cadeira da presidência a Davi Alcolumbre (DEM/AP), único integrante da Mesa Diretora que continua no mandato. O democrata comandará os trabalhos e também decidirá sobre o quórum que elegerá o novo presidente. O senador do Amapá também é pré-candidato à presidência e, se quiser concorrer, terá de abrir mão de comandar os trabalhos. Neste caso, assumiria o senador mais velho: José Maranhão (MDB/PB). Caberá então ao emedebista, aliado de Renan Calheiros, deliberar sobre a questão de ordem que pode frustrar ou permitir que a eleição vá a segundo turno.















