Christina Lemos Inflação: Banco Central prepara nova alta de juros nesta quarta

Inflação: Banco Central prepara nova alta de juros nesta quarta

Decisão sinalizará ao mercado como o BC, guardião da moeda, vai agir após polêmica sobre o fim do teto de gastos

O presidente do Banco Central, Campos Neto: hora da independência

O presidente do Banco Central, Campos Neto: hora da independência

José Cruz/Agência Brasil

É grande a expectativa no mercado sobre como o Banco Central vai se comportar na reunião desta quarta que decide eventual nova alta na taxa Selic – o principal instrumento de controle sobre a inflação. Será a primeira decisão da autoridade monetária após a polêmica mudança na fórmula de cálculo de balizadores econômicos que permitirá folga para mais gastos sociais do governo.

É esperada uma elevação “forte” da Selic, atualmente em 6,25%. De acordo com o Boletim Focus, do BC, a expectativa é de uma alta de pelo menos 1,25 ponto percentual, elevando a Selic para 7,50%.

A “calibragem” da Selic vai mostrar em que medida o Banco Central fará valer sua independência em relação a decisões de forte teor político que passaram a orientar a equipe econômica, como admitido pelo próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, em pronunciamento na última sexta-feira. A missão do Banco Central é zelar pela "saúde financeira" da moeda. Economistas ouvidos pelo blog estimam que, desde o início de 2020, a desvalorização do real tenha chegado a 40%. 

Além da reunião desta quarta, está prevista apenas mais uma, até o fim do ano. A considerar o desempenho da economia brasileira, fortemente pressionada pela alta dos combustíveis e da energia elétrica, com impacto imediato sobre alimentos, a expectativa é que sejam duas altas consecutivas da Selic. E o viés de alta deve ser mantido na abertura do ano eleitoral de 2022.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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