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Jungmann diz que Temer sofre “assassinato cívico e político”

Ministro da Segurança Pública diz que vazamentos de informações sigiolosas de inquéritos são "algo que agride a consciência" e tornam Temer "vítima de injustiça"

Christina Lemos|Do R7

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Raul Jungmann
Raul Jungmann Estadão Conteúdo

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, tentou nesta segunda-feira, uma espécie de gesto de desagravo ao presidente Michel Temer, investigado em inquéritos por suspeita de corrupção, que, embora estejam sob segredo de Justiça, têm sido alvo de constantes vazamentos. Para o ministro, o emedebista é vítima de “injustiça” e de “uma espécie de assassinato civil e político”, já que, segundo Jungmann, as informações vazadas para a imprensa levam ao pré-julgamento de Temer, sem possibilidade de reparo futuro da imagem do líder emedebista.

Jungmann, a quem a Polícia Federal é subordinada, não admite que a instituição esteja por trás de parte dos vazamentos. A pedido de Temer, chegou a determinar abertura de inquérito sobre o tema. “Não tenho que acompanhar inquérito. Tomarei conhecimento dos resultados” - declara. O ministro também faz outra ressalva, relativa às investigações: “não estou fazendo qualquer reparo ao devido processo legal. Refiro a uma outra ordem de coisas, de algo que agride a consciência”.

Diante de Temer, ao discursar durante solenidade no Planalto, Jungmann abordou as dificuldades enfrentadas pelo presidente. “Aqui não basta dizer que a história o reconhecerá. Ela fara isso, mas sem sombra de dúvida, brasileiros e brasileiras serão gratos por esses dias”. Temer enfrenta, neste momento, seu pior índice de popularidade: rejeição de 82%, segundo o Instituto Datafolha. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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