Christina Lemos Lira quebra silêncio sobre crise e afasta ideia de impeachment

Lira quebra silêncio sobre crise e afasta ideia de impeachment

Presidente da Câmara, principal aliado de Bolsonaro, reagiu com atraso a ataques ao Congresso e à Justiça Eleitoral. E defende que o eleitor “deixe seu veredito em outubro de 2022, quando encontrará com a urna”

O presidente da Câmara, Arhur Lira: ainda o principal fiador da aliança do Centrão com o Planalto.

O presidente da Câmara, Arhur Lira: ainda o principal fiador da aliança do Centrão com o Planalto.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Com atraso de quase 48 horas, o presidente da Câmara, Arthur Lira, foi o último dos dirigentes públicos a se manifestar em defesa da realização das eleições em 2022 e das instituições democráticas. O deputado do PP, e principal fiador da aliança do Planalto com o bloco batizado de Centrão, no entanto, voltou a sinalizar que não pretende dar andamento aos pedidos de impeachment contra Bolsonado, protocolados junto à Mesa Diretora da Câmara.

Em declaração publicada em rede social esta manhã, após dois dias sem novas postagens, Lira escreveu: “deixemos que o eleitor tenha emprego e vacina, que deixe o seu veredito em outubro de 2022 quando encontrará com a urna; essa sim, a grande e única juíza de qualquer disputa política”. A manifestação, ao mesmo tempo que sinaliza para a garantia da realização das eleições, posta em dúvida pelo presidente Bolsonaro, também indica que o parlamentar não dará guarida à interrupção do mandado do aliado no Planalto.

A escalada da retórica radical do presidente nos últimos dias, no entanto, promoveu o isolamento de parte dos apoiadores de Bolsonaro, entre eles, o próprio Lira. A manifestação pública do presidente da Câmara veio a reboque de posições firmes dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), do presidente do TSE, ministro Roberto Barroso, e até mesmo do vice-presidente a Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL/AM). Todos se expressaram de forma veemente em defesa da realização das eleições e da higidez das instituições democráticas.

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