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Lula entra em rota de colisão com Trump às vésperas de novo encontro

Na Índia, petista classifica prisão de Maduro como “inaceitável” e volta a defender moeda alternativa ao dólar

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula reitera oposição a Trump e defende moeda alternativa ao dólar.
  • Classifica prisão de Maduro como "inaceitável" e critica interferência dos EUA na Venezuela.
  • Visita à Índia tem como objetivo fortalecer laços com parceiros do Brics e buscar rotas comerciais alternativas.
  • Próximo encontro com Trump pode ser afetado por crise interna nos Estados Unidos após decisão da Suprema Corte.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Homem de terno olha para cima e sorri
Lula aproveitou visita à Índia para reafirmar repúdio à interferência da Casa Branca na Venezuela Adnan Abidi/Reuters – 21.02.2026

O presidente Lula voltou a ressaltar dogmas de sua política externa e a reafirmar com ênfase posições em explícita oposição ao colega Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, com o qual a diplomacia brasileira costura um encontro presencial para as próximas semanas.

Os objetivos da reunião seriam avançar na discussão sobre o fim das tarifas impostas a produtos brasileiros exportados aos EUA e ampliar a cooperação no combate ao narcotráfico – uma das prioridades da gestão Trump.


Lula aproveita visita de Estado à Índia para reafirmar posições, como o repúdio à interferência da Casa Branca na Venezuela. Em entrevista à TV Índia Today, um dos veículos mais importantes do país, classificou a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas, ocorrida em 3 de janeiro, como “inaceitável” e declarou que “não há explicação” cabível para tal iniciativa do governo americano.

Defendeu ainda que Maduro seja julgado na Venezuela, atacou a interferência de uma nação sobre outra e declarou que fica “toda noite indignado” com o episódio.


Lula também voltou a um tema que costuma irritar o colega americano: a substituição do dólar como parâmetro e moeda única nas transações do comércio exterior. “O que eu defendo é que podemos usar nossas próprias moedas”, declarou. “É difícil, sim, é difícil, mas podemos tentar. Ninguém precisa depender do dólar, mas você também não pode desfazer esse sistema da noite para o dia”.

O presidente, que inicia hoje a etapa oficial da visita de Estado à Índia, deixa claro que a missão da delegação brasileira é reforçar laços com o parceiro estratégico do Brics e que a iniciativa faz parte do movimento de seu governo de buscar rotas comerciais alternativas, como forma de manter o multilateralismo e enfrentar a política tarifária americana.


O retorno de Lula ao Brasil está previsto para a terça (24), e um novo encontro com Trump ocorreria em março, de acordo com estimativas do vice, Geraldo Alckmin, principal negociador do tema das tarifas com as autoridades americanas.

O cenário nos Estados Unidos, no entanto, mudou significativamente após a decisão da Suprema Corte do país, que julgou ilegais a imposição de tarifas globais por parte de Trump.


A iniciativa mergulhou a gestão do republicano em uma crise interna, o que representa um ingrediente a mais a dificultar a costura de um encontro presencial com Lula para as próximas semanas.

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