Marina acredita que irá a segundo turno com 20 milhões de votos
Cenário pulverizado por 13 candidaturas dificulta corrida. Candidata da Rede alcançou 22 milhões de votos em 2014
Christina Lemos|Do R7

Vestindo branco e com o já tradicional colar de “biojóia” (feito com sementes amazônicas), a candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, aparentava tranquilidade ao chegar ao stúdio da Recordtv nesta segunda-feira para a última da série de entrevistas com presidenciáveis. Segundo institutos de pesquisa, a ex-senadora, que concorre ao Planalto pela terceira vez, nunca esteve tão próxima de chegar ao segundo turno. A própria candidata estima que para isso seriam necessários 20 milhões de votos - marca que ela tradicionalmente alcança desde que estreou na disputa, em 2010.
“Desta vez o cenário é completamente diferente. Há uma pulverização dos votos”, avalia. Nos bastidores, Marina comentou o embate com o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, quando acusou o adversário de querer “ganhar no grito e na violência”. Perguntada se o episódio teria sido um divisor de águas em sua campanha, ao garantir-lhe visibilidade e a imagem de anti-Bolsonaro, a candidata relativizou o impacto do bate-boca. “É que acredito que a política é um processo vivo. Chega uma hora que a verdade se revela”.
No ar, Marina rebateu a idéia de que esteve “ausente do debate público” durante quatro anos e retornou apenas no momento da eleição. A candidata lembra que estava fora do Senado, no período, e que lhe faltou a tribuna da Casa, o que, segundo ela, não significa que tenha se ausentado das principais discussões nacionais.
Ex-petista, Marina herda parte importante dos votos dos eleitores do ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril. E evitou declarar ser contrária ao indulto do líder petista, alegando que assunto não deve ser utilizado para “ganhar votos”. A candidata da Rede voltou a defender a realização de plebiscito para decidir sobre a ampliação do direito ao aborto porque o voto dos 513 deputados não deve substituir a vontade da população. “Sou contra o aborto por convicção filosófica e religiosa”, declarou.















