MDB amplia bancada e escolhe Senado como “trincheira política”
Partido elegeu 12 senadores, mas bancada, que já é a maior da Casa, pode saltar para 15 representantes nos próximos dias. E vê presidência do senado como “consequência natural“.
Christina Lemos|Do R7

O MDB, que acaba de entregar a presidência da República ao PSL e assiste ao aumento do poder do Democratas, escolheu o Senado como sua trincheira política. A legenda, que elegeu a maior bancada da casa, 12 senadores, já tem certa a filiação de mais um e negocia a de outros dois. Também está decidido a conquistar a presidência do Senado, como forma de estabelecer “equilíbrio das forças políticas”, segundo seus dirigentes.
Eduardo Gomes, eleito senador pelo Solidariedade de Tocantins, acertou diretamente com a líder Simone Tebet sua mudança para o MDB. Outros dois, ambos do Podemos: Rose de Freitas, do Espírito Santo, e Elmano Férrer, do Piauí, também são alvo do assédio emedebista. Uma bancada numerosa permitirá ao partido posição privilegiada e de independência diante das teses do governo Bolsonaro, funcionando como “fiel da balança” nas votações. Em tom de advertência, a líder Simone Tebet já declara: “não se vota a reforma da Previdência sem a maior bancada desta Casa”.
Seja com Renan Calheiros ou com Simone Tebet, o MDB aposta tudo na presidência do Senado, considerada “consequência natural” do resultado das urnas. Em nota, a cúpula da legenda declara que o tema não dividirá a bancada. “O MDB está tranquilo e unido” - diz o comunicado. Também informa que o partido vai se posicionar sobre o assunto às vésperas da eleição, marcada para primeiro de fevereiro.
Reação à interferência - Simone Tebet assumiu a candidatura à presidência do Senado esta semana, como reação ao avanço do candidato do Democrata, Davi Alcolumbre (DEM/AM), apoiado por Ônyx Lorenzoni, da Casa Civil. E deixou claro que a interferência do Planalto pode empurrar o MDB para a oposição. “A presidência do Senado para o Dem é um fim em si mesmo? Isso coloca em risco a governabilidade” - declarou a líder, para quem a “hegemonia dos democratas não serve ao MDB, nem ao país”.
Outros parlamentares também manifestam irritação com o fato de o Democratas desejar avançar sobre cargos de comando do Legislativo. “Eles têm quatro ministérios, querem a presidência da Câmara, querem a presidência do Senado... Não é assim que as coisas funcionam!” - declara o deputado Ricardo Barros, candidato avulso pelo Partido Progressista à presidência da Câmara.















