Christina Lemos Novo Incra terá ”tolerância zero” com invasões de terras

Novo Incra terá ”tolerância zero” com invasões de terras

Escolha do general Jesus Corrêa para comandar o Incra foi por indicação de Nabahn Garcia, Secretário Especial de Assuntos Fundiários, que quer rigor na aplicação da lei contra invasores. 

Bloqueio de estrada pelo MST

Bloqueio de estrada pelo MST

Reprodução

A indicação de um general de Exército - Jesus Corrêa - para o comando do órgão responsável pela execução da reforma agrária confirma promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro: a de implantar um regime de “tolerância zero” com invasões de terra como instrumento de pressão sobre as autoridades federais. “Não podemos deixar que invasores façam o que querem! O Incra é um órgão técnico que vai fazer cumprir a lei” - declarou ao blog Nabahn Garcia, Secretário Especial do Ministério da Agricultura, responsável pela indicação de Corrêa para o posto.

Desde janeiro, após edição da Medida Provisória 870/19, o Incra passou a ser subordinado ao Ministério da Agricultura e, segundo Garcia, será o órgão executor da política fundiária instituída por sua secretaria. “O general é homem austero, tem conhecimento do assunto e vai exigir resultados dos 4 mil funcionários do Incra”, diz Nabahn, reforçando que a principal tarefa do militar será dar uma “gestão técnica” ao órgão, acabar com a “indústria das invasões” e transformar o assentado em “verdadeiro produtor rural”. 

Jesus Corrêa deixará o posto de analista de estudos estratégicos da terceria subchefia do Estado Maior do Exército para assumir no Incra. O militar foi nomeado para a função pelo então comandante da Força, general Villas-Boas, hoje assessor especial do Gabinete de Sergurança Institucional, um dos ministérios “palacianos”.

Militares na equipe - Com a indicação de Jesus Corrêa para o Incra, o governo Bolsonaro conta agora com 33 militares em diversas funções de primeiro e segundo escalão. Atualmente são 7 os ministros militares, além do vice e do porta-voz da Presidência. Outros 3 comandam estatais estratégicas e de grande porte e 20 são secretários de governo ou chefes de gabinete em 10 pastas da Esplanada. O levantamento é do site Congresso em Foco.