Parente: saída constrange Moreira, que insiste em amortecer preços
Ministro de Minas e Energia mantém estudos para criar "colchão de proteção ao consumidor" de gasolina e gás de cozinha contra oscilações de preços
Christina Lemos|Do R7

Em nota oficial divulgada na tarde de hoje horas depois da entrega da carta de demissão do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, justificou estudos para “amortecer” a alta dos combustíveis para consumidores, mas os caracterizou como “algo fora da política de preços” da estatal.
Com as declarações, Moreira busca a um só tempo afastar o constrangimento de ser apontado como eventual causador da saída de Parente, e esclarecer o mercado de que suas gestões não caracterizavam interferência na política da empresa.
O ministro, no entanto, sustenta posição, e até anuncia reunião já para a segunda-feira e com a participação de técnicos do Ministério da Fazenda para tratar do tema. Na última quarta, Moreira Franco declarou sua opinião publicamente, da tribuna do Senado, onde participou de sessão especial para debater a crise dos combustíveis.
Conforme este blog antecipou na segunda-feira, 28, a fórmula sobre a mesa prevê a criação de uma espécie de “conta” para a qual seriam carreados recursos do próprio setor, arrecadados a partir da cobrança de uma tarifa flexível sobre o consumo de combustíveis, inclusive gasolina e gás de cozinha.
Todas as vezes que houvesse alta exagerada do petróleo, esta tarifa seria reduzida, ou retirada, para amenizar o impacto para o consumidor. Nos casos em que o preço permaneça estável ou em queda, o excedente ocasionado pelo pagamento da tarifa seria depositado nesta conta, gerando um saldo, capaz de funcionar como um “colchão” para amortecer futuras oscilações.















