PF espera aumento de 50% nos crimes eleitorais até domingo
A seis dias do primeiro turno, Rogério Galloro, diretor da Polícia Federal, admite que “período é crítico”. Aplicativo do TSE já registra mais de 16 mil denúncias
Christina Lemos|Do R7

O diretor geral da Polícia Federal declarou hoje que o Brasil entrou “no período crítico” que antecede a ida às urnas em primeiro turno por representar um aumento expressivo na prática de crimes eleitorais. “Na semana, na véspera e no dia da eleição esperamos uma acréscimo de 50% na abertura de inquéritos policiais”, declarou. Entre as ocorrências mais frequentes estão: compra de votos, uso de máquina pública, boca de urna, transporte de eleitores e valores. Um aplicativo lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral, batizado de Pardal, já registra 16.169 denúncias destas e outras práticas.
Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, dois crimes que estarão prioritariamente sob a mira dos 14 órgãos de segurança reunidos na Central de Comando e Controle das Eleições Gerais, que iniciou hoje o monitoramento das eleições: a fabricação de “fake news” - que “têm o efeito de desinformar e prejudicar adversários”, segundo Jungmann - e a eventual influência de facções criminosas no processo de votação. “É inaceitável que venhamos a ter um representantes do crime organizado a partir do voto popular”, declarou o ministro.
A Central, que contará com a participação de representantes das Forças Armadas, do Coaf, da Receita Federal, entre outros, também será capaz de monitorar o deslocamento de grande volume de dinheiro, ou mesmo dos principais candidatos à presidência. A experiência repete os centros de controle criados para acompanhar a segurança de grandes eventos, como a Copa doa Mundo e as Olimpíadas.















