Logo R7.com
RecordPlus
Christina Lemos - Blogs

Próximo presidente herdará rombo de R$ 260 bilhões

Falta dinheiro para pagar despesas correntes, como salários e fornecedores. Presidente pedirá ao Congresso para emitir títulos 

Christina Lemos|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Palácio do Planalto, sede do governo federal.
Palácio do Planalto, sede do governo federal.

Ao abrir os cofres, logo após subir a rampa do Planalto, em janeiro de 2019, o presidente eleito irá constatar que falta dinheiro para o básico: pagar salários, honrar compromissos com fornecedores, manter a máquina federal em funcionamento. Esse rombo nas contas é estimado hoje pelo ministério do Planejamento em R$ 260 bilhões e obrigará o novo ocupante da cadeira presidencial a pedir autorização ao Congresso para aumentar a dívida pública.

Planejamento e Congresso já sabem que não será possível, no ano que vem, cumprir a chamada “regra de ouro”, segundo a qual o endividamento público não pode crescer para pagar despesas correntes. Na falta de recursos, a única saída prevista em lei é pedir autorização ao Congresso para emitir títulos. O pedido formal deve ser feito no ano que vem pelo próximo presidente, mas o montante já será conhecido no final deste mês.


O Planejamento tem até 31 de agosto para encaminhar ao Congresso o PLOA - Projeto de Lei Orçamentária Anual, no qual constará a relação das “operações em excesso” - isto é, o pedido de crédito adicional para fechar as contas. “São despesas que não dá para adiar, tanto pelo impacto social, quanto pelas implicações financeiras e jurídicas, como juros, etc”, declara especialista da consultoria da Comissão de Orçamento da Câmara.

Para aprovar a “exceção da regra de ouro” é preciso maioria absoluta na votação em sessão de Congresso. O quórum alto nas duas Casas, Câmara e Senado, exigido para a aprovação, só será obtido se o chefe do Executivo contar com amplo apoio no Legislativo. Normalmente, votações difíceis são conduzidas por aliados governistas logo no início do mandato, quando o novo presidente ainda mantém o poder e a popularidade garantidos pela vitória na eleição.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.