Reforma da Previdência

Christina Lemos Rogério Marinho, o “coringa” de Bolsonaro 

Rogério Marinho, o “coringa” de Bolsonaro 

Estilo discreto e hábil de ex-deputado do Rio Grande do Norte e sucesso na Reforma da Previdência tornaram Secretário peça chave no governo. 

Rogério Marinho, novo Ministro do Desenvolvimento Regional

Rogério Marinho, novo Ministro do Desenvolvimento Regional

Cleia Viana/Agência Câmara 20.11.2018

A cada possível vaga no primeiro escalão de governo ou ameaça de demissão na Esplanada, o nome citado para assumir o posto é Rogério Marinho. Tucano de Natal, o economista acabou deixando hoje a posição de “mais cotado” para assumir no Ministério do Desenvolvimento Regional, no lugar de Gustavo Canuto. Ainda na semana passada era a aposta para o lugar de Onyx Lorenzoni, na Casa Civil.

Ao longo de 2019, como Secretário Especial da Previdência, Marinho não era ministro de direito, mas o era de fato. Tornou-se o principal negociador da Reforma da Previdência, alternando horas de debates em comissões e madrugadas no plenário, durante a mais importante missão de um membro da equipe econômica do mandato de Jair Bolsonaro, até aqui.

Cortês e discreto, o ex-deputado federal, que passou pelo PSB antes de ingressar no PSDB, é conhecido por jamais se exaltar, mesmo nos embates mais duros, e por ser rápido na argumentação técnica. Relator de mudanças no FIES e da DRU (Desvinculação de Receitas da União) ainda no começo da carreira parlamentar, acostumou-se a embates com a oposição, sem se queixar dos arranhões.

Enfrentou críticas e chegou a ser taxado de “covarde” ao defender a cobrança de contribuição previdenciária de quem recebe seguro-desemprego. A proposta foi incluída no Programa Verde Amarelo, que tramita no Congresso.

Marinho manteve a boa interlocução com os parlamentares, que o recebem sem qualquer estranhamento, até as horas anteriores à troca de função. Ainda nesta quarta, esteve em audiência pública sobre Previdência, no Senado. Bruno Bianco, especialista no tema, dará continuidade ao diálogo, mas apenas no nível técnico. Na emergência, quando se tratar de política, o “coringa” de Bolsonaro estará a postos.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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