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Ciência para o Dia a Dia

Descubra como o uso correto do celular pode até beneficiar a saúde das crianças

Novas pesquisas mostram que, usada do jeito certo, a tecnologia pode ajudar crianças a se moverem mais e comerem melhor

Ciência para o Dia a Dia|Camille Perella CoutinhoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisas recentes sugerem que o uso moderado de telas pode beneficiar a saúde infantil.
  • Aplicativos e jogos ativos incentivam mais movimento e escolhas alimentares saudáveis entre crianças.
  • Intervenções digitais promovem o consumo de frutas e legumes, além de trocas por lanches mais equilibrados.
  • A tecnologia deve ser usada com propósito para orientar e motivar hábitos saudáveis em crianças.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uso do celular por crianças pode não ser aquele vilão que você imagina Freepik

Por muitos anos, falar em tempo de tela significava apenas preocupação. A imagem era quase sempre a mesma, crianças sentadas, quietas, passivas diante do celular. Mas estudos recentes mostram outra possibilidade. Quando bem planejado, um pouco de tempo de tela pode ser, sim, saudável.

Uma grande revisão publicada no Journal of Medical Internet Research analisou mais de 130 mil crianças e adolescentes e trouxe uma conclusão surpreendente. Apps, jogos ativos, programas online e relógios inteligentes conseguem estimular mais movimento, melhorar escolhas alimentares e até reduzir o IMC.


Não é mágica, é estratégia. Quando a tecnologia vira ferramenta e não distração, ela passa a funcionar como ponte para hábitos melhores.

Os resultados mais consistentes aparecem na atividade física. Jogos que usam movimento, desafios curtos e apps com metas simples aumentam o tempo ativo das crianças. Não são mudanças enormes, mas são suficientes para gerar impacto quando pensamos em saúde pública.


Na alimentação, os efeitos também chamam atenção. Intervenções digitais que incentivam o consumo de frutas e legumes, ou que ajudam na troca de lanches ultraprocessados por opções mais equilibradas, mostram pequenos ganhos.

Para quem acompanha comportamento alimentar, isso indica que a tecnologia pode servir como reforço positivo em fases da vida em que a motivação varia bastante.


Por outro lado, ainda há pontos cegos. As ferramentas digitais não mostram o mesmo efeito para melhorar o sono ou reduzir longos períodos de sedentarismo. E a qualidade das pesquisas avaliadas é muito heterogênea, o que pede cautela na hora de interpretar os resultados.

Mesmo com limitações, o estudo debate que telas não precisa ser uma guerra entre proibir ou liberar. O desafio real é usar com propósito. Quando a tecnologia oferece orientação, metas realistas e devolutivas rápidas, ela pode se tornar aliada tanto de pais quanto de profissionais de saúde.


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