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Citroën vai resgatar carro barato dos anos 1940 em inédita versão elétrica

Apresentado em 1948, o 2CV ajudou a popularizar o automóvel e terá sua proposta de simplicidade reinterpretada pela Stellantis

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Citroën planeja lançar um novo carro elétrico inspirado no modelo 2CV de 1948, conhecido por ser acessível e confortável.
  • O projeto faz parte da estratégia da Stellantis e será apresentado no Salão do Automóvel de Paris em outubro.
  • O novo modelo busca oferecer mobilidade elétrica acessível, mantendo a simplicidade e versatilidade do 2CV original.
  • O desafio será garantir que o novo carro elétrico mantenha um custo competitivo, eficiência e praticidade, como o 2CV fez no passado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Citroën 2CV atual e antigo lado a lado em projeção feita com IA Projeção feita com IA - Autos Carros/Reprodução

A Citroën vai buscar em um dos carros mais importantes de sua história a inspiração para um novo elétrico acessível. A marca confirmou o desenvolvimento de um modelo que resgata o espírito do 2CV, apresentado em 1948 e conhecido pela combinação de preço baixo, economia e conforto. Integrante do plano estratégico da Stellantis, o projeto terá mais detalhes revelados no Salão do Automóvel de Paris, neste mês de outubro. O R7-Autos Carros vai fazer parte dessa cobertura com um grupo de jornalistas brasileiros.

Projeção do Citroën 2CV Projeção feita com IA - Autos Carros/Reprodução

A proposta é recuperar a função que tornou o pequeno francês tão importante: levar o automóvel a pessoas que ainda não podiam comprá-lo. Agora, o desafio será aplicar essa ideia à mobilidade elétrica, com um veículo leve, prático e de custo acessível. A comunicação oficial ainda não apresenta potência, capacidade da bateria, autonomia ou preço definitivo.

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Teaser do Citroën 2CV Citroën/Divulgação

O 2CV pode ser entendido como uma resposta francesa à mesma necessidade atendida pelo Volkswagen Fusca: oferecer transporte individual para milhões de pessoas. Seu projeto, porém, tinha uma identidade própria.

Ideia inovadora há 90 anos

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A história começou em 1936, quando Pierre-Jules Boulanger, então diretor da Citroën, iniciou o desenvolvimento do TPV, sigla para um carro muito pequeno. A missão era transportar quatro pessoas e 50 kg de bagagem com economia e conforto.

Clássico Citroën 2CV Citroën/Divulgação

O conceito estava se popularizando na época com modelos como Renault 4CV, Volkswagen Fusca, entre outros, que na mesma época eram desenvolvidos.

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Clássico Citroën 2CV Citroën/Divulgação

O desenvolvimento atravessou a Segunda Guerra Mundial. A apresentação prevista para 1939 acabou cancelada, e o trabalho só chegaria ao público em 7 de outubro de 1948, no Salão de Paris, quando a guerra passou e tudo ficou mais calmo. A carroceria arredondada e o aspecto simples causaram estranhamento, mas a reação dos compradores foi bem diferente: os pedidos cresceram a ponto de provocar filas de espera de vários anos.

Clássico Citroën 2CV Citroën/Divulgação

A revolução estava na maneira de resolver problemas cotidianos. O 2CV combinava tração dianteira, motor de dois cilindros refrigerado a ar e uma suspensão macia, com grande curso, adequada às estradas irregulares. Seu projeto privilegiava conforto e facilidade de uso em uma época na qual comprar um carro ainda era um sonho distante para grande parte da população.

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Clássico Citroën 2CV Citroën/Divulgação

Quando entrou em produção, em 1949, o pequeno Citroën tinha motor de apenas 375 cm³ e 9 cv. Os bancos removíveis, a leveza e a versatilidade ajudavam a compensar o desempenho modesto. Era um automóvel pensado para servir à família e ao trabalho, com a economia como parte central da proposta.

Clássico Citroën 2CV Citroën/Divulgação

O sucesso ultrapassou as fronteiras francesas. Na Espanha, o 2CV também ganhou produção local e se tornou um carro popular. Sua trajetória internacional se estendeu por décadas, até o encerramento da fabricação em Mangualde, Portugal, em 27 de julho de 1990. Ao todo, foram produzidas mais de 5,1 milhões de unidades, incluindo as versões comerciais. No Brasil, o 2CV jamais foi vendido, mas fez sucesso na Argentina, Uruguai e outros países da região.

Agora, a Citroën pretende adaptar essa filosofia a outro momento da indústria. O motor elétrico substituirá a antiga mecânica a gasolina, mas a promessa continua centrada em simplicidade, baixo peso e versatilidade. Segundo a marca, o futuro modelo também responderá às novas necessidades de mobilidade urbana.

O principal desafio será fazer o preço acompanhar o discurso. O 2CV original entrou para a história porque tornou possível comprar e manter um automóvel. Para repetir esse papel, seu sucessor elétrico precisará transformar a herança em uma vantagem concreta para o consumidor: custo de aquisição competitivo, eficiência e praticidade. É essa combinação que poderá dar sentido ao retorno de um dos carros populares mais marcantes do século passado.

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