Oito em cada dez brasileiros que buscam emprego preferem trabalho com carteira assinada
Valorização da experiência (39,7%) e investimento em saúde e bem-estar (38,5%) são os principais fatores para permanecer ativo no mercado

Apesar das mudanças nas relações de trabalho, oito em cada dez brasileiros que buscam emprego preferem vagas com carteira assinada.
Segundo levantamento da Serasa Experian, 78,7% dos entrevistados querem trabalhar em regime CLT, indicando que a estabilidade ainda é determinante.
No entanto, essa preferência muda entre as gerações. Para os mais jovens, a preferência pela CLT é quase unânime: 92,6% na Geração Z e 86,8% entre Millennials.
O percentual diminui ao longo da trajetória profissional, chegando a 82,9% na Geração X e a 50% entre Baby Boomers, grupo em que formatos alternativos, como trabalho liberal (23,3%), terceirizado (16,7%) e PJ (10%), ganham mais espaço.
Veja qual é a sua geração
- Baby Boomers (1946-1964)
- Geração X (1965-1980)
- Millennials/Y (1981-1996)
- Geração Z (1997-2010)
- Alfa (a partir de 2010)
Para a gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, Fernanda Guglielmi, esse comportamento está diretamente ligado ao contexto em que a decisão é tomada.
“Quando as pessoas estão efetivamente procurando trabalho, o vínculo formal ainda aparece como principal referência. A previsibilidade do contrato segue sendo determinante nesse momento, especialmente no início da carreira, mas convive com uma abertura crescente à reinvenção profissional ao longo do tempo.”

O que é CLT
A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garante direitos como carteira assinada, férias remuneradas, 13º salário, jornada definida, FGTS e aviso prévio, tanto para trabalhadores urbanos quanto rurais.
Mudança de carreira
A disposição para mudar de carreira acompanha esse movimento. No total, 69,1% dos brasileiros dizem estar abertos a mudar de carreira nos próximos anos.
Entre as gerações, esse movimento é mais intenso justamente entre os profissionais mais experientes: 82,3% dos Baby Boomers afirmam estar abertos à reinvenção, percentual superior ao observado na Geração X (70,9%), Millennials (69,4%) e Geração Z (56,1%).:
“Os dados mostram que a reinvenção profissional não está restrita ao início da carreira e ganha força entre os profissionais mais experientes, acompanhando mudanças nas prioridades e na forma como eles se relacionam com o trabalho ao longo do tempo.”
Entre os Baby Boomers, 36,8% afirmam que pretendem trabalhar enquanto tiverem saúde e disposição. Nas demais gerações, a permanência no mercado ainda aparece mais associada a marcos etários, mas já aponta para carreiras prolongadas.
Entre os profissionais da Geração Z, 24,6% se veem ativos até os 50 anos e 29,7% até os 60. Entre Millennials, 34,8% pretendem trabalhar até os 60 anos, enquanto na Geração X, 42,3% projetam atuação entre os 60 e 70 anos.
Longevidade
Para permanecer no mercado de trabalho, os profissionais apontam diferentes fatores.
Para 39,7%, a valorização da experiência e do conhecimento acumulado é o principal elemento, seguida por investimento em saúde e bem-estar (38,5%) e oportunidades de requalificação e aprendizado contínuo (29,5%).
Além disso, 53,1% dos entrevistados apontam fatores pessoais como determinantes para continuar trabalhando, enquanto aspectos ligados às empresas (25%) e ao contexto social (19,5%) também exercem influência.
A pesquisa
Os dados fazem parte da série Panorama do Trabalho, mapeamento realizado pela Serasa Experian para analisar diferentes aspectos da relação entre profissionais e empresas no país.
O levantamento foi realizado entre novembro e dezembro de 2025 com 1.521 profissionais economicamente ativos ou em busca de emprego, de diferentes gerações e regiões do Brasil. A amostra é representativa da população pesquisada e a margem de erro do estudo é de 3%.
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