‘A iniciativa mostra o valor da cooperação entre Brasil e França’, diz ministro-conselheiro da Embaixada da França
Estudantes do Brasil, França e Guiana Francesa participam de imersão sobre sociobioeconomia na Amazônia, com atividades acadêmicas e experiências junto a comunidades amazônicas
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Estudantes de universidades do Brasil, da França e da Guiana participam, até 29 de setembro, da Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia Amazônica. Ao longo de 12 dias, a programação percorre Belém e Santarém, combinando formação acadêmica, experiências territoriais e intercâmbio entre diferentes formas de conhecimento.
A iniciativa reúne estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), da Université Paris-Est Créteil (UPEC) e da Université de Guyane. A proposta é aproximar diferentes perspectivas acadêmicas e territoriais sobre a sociobioeconomia, articulando temas como conhecimentos tradicionais, biodiversidade, inovação, cadeias produtivas, propriedade intelectual, financiamento climático e uso sustentável dos recursos amazônicos.
Em Belém, o percurso passou pelo Ver-o-Peso, pelas ilhas do Combu e de Cotijuba e por espaços acadêmicos e de pesquisa da UFPA. As atividades colocaram em relação história urbana, cadeias da sociobiodiversidade, conhecimentos tradicionais, extrativismo, inovação, propriedade intelectual, financiamento climático e pesquisa aplicada à biodiversidade.
Na etapa de Santarém, a formação amplia sua dimensão territorial com atividades na UFOPA e em comunidades da região do rio Arapiuns e da Floresta Nacional do Tapajós. A programação aborda experiências relacionadas a manejo sustentável, sistemas produtivos locais, turismo de base comunitária, conservação, governança territorial e bioeconomia florestal.
“Essa iniciativa mostra de forma muito concreta o valor da cooperação entre Brasil e França. Ao reunir estudantes, universidades e comunidades amazônicas, criamos espaços de troca que permitem compreender melhor os desafios da região e construir conhecimento em conjunto”, afirma Brice Fodda, ministro-conselheiro da Embaixada da França no Brasil.

A proposta busca aproximar o conhecimento produzido nas universidades daquele desenvolvido nos próprios territórios amazônicos, reconhecendo comunidades e organizações locais como parte ativa do processo de formação.
A escola é realizada pela UFPA, UFOPA, UPEC e Université de Guyane, com participação do Programa Amabio, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento e implementado pela Expertise France. O Amabio contribui para a articulação entre cooperação internacional, formação, sociobioeconomia e experiências amazônicas.
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