China Media Group encerra mostra audiovisual chinesa no Festival do Rio e amplia programação na TV e no streaming
Iniciativa percorreu seis cidades brasileiras, reuniu produções sobre cultura, história e sociedade chinesa e apresentou uma animação desenvolvida em parceria entre Brasil e China
O China Media Group (CMG) encerrou nesta quinta-feira (8), no Rio de Janeiro, a etapa itinerante da 6ª Temporada de Exibição de Obras Audiovisuais Chinesas no Brasil. A cerimônia, realizada no Armazém da Utopia, integrou a programação do Festival do Rio e do RioMarket e marcou o lançamento de uma nova fase da iniciativa, com a chegada de produções chinesas à televisão e ao streaming brasileiros.
Parte das celebrações do Ano Cultural Brasil–China 2026, a mostra reuniu 14 produções, entre documentários, séries e programas culturais, e percorreu seis cidades: Cabaceiras, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Brasília e Rio de Janeiro. A proposta foi aproximar o público brasileiro de diferentes aspectos da sociedade chinesa, por meio de histórias que abordam tradições, manifestações artísticas, preservação ambiental e transformações contemporâneas.
A programação começou em 18 de setembro, em Cabaceiras, na Paraíba, município conhecido como Roliúde Nordestina por sua tradição como cenário de produções cinematográficas. De lá, a mostra seguiu para outras regiões do país, reunindo diferentes públicos em sessões gratuitas e atividades culturais.
Em Porto Alegre, a Cinemateca Capitólio recebeu, em 27 de setembro, a exibição dos documentários “O Golfinho Branco Chinês” e “Canção do Rio Amarelo”. O primeiro apresentou a história de Zhuzhu, um raro golfinho-branco-chinês acompanhado durante seis anos por pesquisadores e cineastas. Já a segunda produção explorou a importância histórica e cultural do Rio Amarelo para a formação da civilização chinesa.
Na capital mineira, o Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, abriu em 1º de outubro o ciclo China em Perspectiva, com uma programação gratuita prevista até 24 de outubro. Entre os títulos selecionados estão “Série Milagre”, “Registros das Artes e Ofícios da China” e “China Rumo ao Futuro”.
A mostra também passou pelo Recife, onde o Instituto Confúcio da Universidade de Pernambuco promoveu uma sessão especial, e por Brasília, que recebeu atividades culturais na Universidade de Brasília (UnB). Na capital federal, um dos destaques foi a produção “Cartas que Cruzam Montanhas e Mares”, dedicada a correspondências de Xi Jinping com artistas, professores e estudantes.
No Rio de Janeiro, as exibições aconteceram entre 3 e 5 de outubro, dentro da programação do Festival do Rio. A cidade também foi escolhida para sediar o encerramento da etapa presencial e a apresentação dos conteúdos destinados aos canais de televisão e à plataforma de streaming da Box Brazil Media Group.
A cerimônia reuniu representantes dos setores diplomático, cultural, público e audiovisual. A programação incluiu pronunciamentos institucionais, mensagens em vídeo do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes, além de uma retrospectiva das atividades realizadas nas cidades participantes.
Um dos destaques foi a apresentação da animação “Hoho e o Som do Brasil”, coproduzida pelo China Media Group, Amorim Filmes e L.C. Barreto. A série acompanha um panda chinês e seus amigos brasileiros — um mico, uma capivara e uma arara — em aventuras que exploram a música, a fauna e a diversidade cultural brasileira.
O projeto, apresentado pelo diretor e criador João Amorim, representa mais uma iniciativa de cooperação audiovisual entre os dois países, combinando elementos culturais brasileiros e chineses em uma produção voltada ao público infantil.
A programação também incluiu a produção “A Escolha da Geração Z”, que aborda experiências, expectativas e projetos de vida de jovens chineses contemporâneos, além de uma apresentação da gastronomia chinesa.
Com o encerramento da mostra itinerante, a iniciativa passou a uma nova etapa de distribuição audiovisual, ampliando as possibilidades de acesso do público brasileiro às produções chinesas.
A sexta temporada evidenciou o papel da cultura como instrumento de aproximação entre Brasil e China, fortalecendo o intercâmbio entre profissionais do audiovisual e criando novas oportunidades para que os brasileiros conheçam a história, as tradições e o cotidiano da sociedade chinesa.
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