Impasse entre países da União Europeia ameaça continuidade de sanções ligadas à Rússia
Falta de consenso entre os 27 integrantes do bloco adia decisão e aumenta a pressão por um acordo antes do fim do prazo

A União Europeia entrou em uma corrida contra o tempo para garantir a continuidade das sanções aplicadas em resposta à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Reunidos nesta sexta-feira (18), em Bruxelas, representantes dos 27 países do bloco não conseguiram chegar a um consenso sobre a renovação das medidas.
No centro do impasse está o bilionário Alisher Usmanov. A França defende sua retirada da lista de sancionados, posição que dificultou um entendimento entre os Estados-membros.
Usmanov está sujeito às medidas restritivas europeias desde 2022, após o início da invasão russa em larga escala da Ucrânia. As sanções incluem congelamento de ativos e restrições de viagem no território europeu.
O assunto, no entanto, vai muito além de um único nome e envolve centenas de pessoas e entidades sancionadas pela União Europeia por ligações com ações que, segundo o bloco, contribuem para o esforço de guerra russo contra a Ucrânia.
A dimensão do regime de sanções aumenta o peso das negociações em Bruxelas. A renovação das medidas exige unanimidade entre os 27 Estados-membros, o que significa que divergências entre os governos podem comprometer a continuidade de um conjunto muito mais amplo de restrições.
As sanções são renovadas periodicamente e se tornaram um dos principais instrumentos de pressão política e econômica utilizados pela União Europeia desde o início da guerra.
Sem um acordo nesta sexta-feira, as negociações deverão ser retomadas na segunda-feira (21). Os representantes europeus terão pouco tempo para superar as divergências, já que o prazo termina à meia-noite de terça-feira (22).
Caso os países não consigam chegar a um consenso e formalizar a renovação no Conselho da União Europeia, as atuais sanções individuais poderão expirar.
Mais do que uma divergência em torno de um único nome, o episódio evidencia a complexidade das decisões de política externa dentro da União Europeia. Em questões que exigem unanimidade, diferenças entre os governos nacionais podem interferir em medidas que alcançam centenas de pessoas e entidades e fazem parte da estratégia europeia de pressão sobre Moscou.Acho que agora o texto ficou mais equilibrado: preserva o fato central, dimensiona o alcance das sanções e não dá peso excessivo ao caso individual de Usmanov.
Fique por dentro das principais notícias que movimentam a Diplomacia e Embaixadas. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














