Novo governo da Colômbia interrompe projeto bilionário de integração digital com o Brasil na Amazônia
Plano previa mais de 1.600 quilômetros de fibra óptica e a criação de um corredor internacional de conectividade entre as redes colombiana e brasileira
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital previstas para a Amazônia colombiana foi interrompida após a mudança de governo no país. Abelardo De La Espriella assumiu a Presidência da Colômbia em 7 de agosto de 2026, sucedendo Gustavo Petro.
Poucos dias depois da posse do novo governo, o Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicações (MinTIC) anunciou o cancelamento da licitação destinada à implantação de uma extensa rede de fibra óptica nos departamentos de Amazonas e Putumayo. O projeto também previa integração com a infraestrutura brasileira.
A iniciativa tinha como objetivo levar internet de alta capacidade a regiões de difícil acesso e, ao mesmo tempo, estabelecer uma nova rota internacional para o transporte de dados. O planejamento contemplava mais de 1.600 quilômetros de fibra óptica, utilizando estruturas terrestres, fluviais e transfronteiriças.
Segundo dados oficiais divulgados durante a preparação do projeto, aproximadamente 100 mil domicílios e 227 mil habitantes poderiam ser alcançados pela nova infraestrutura.
Brasil fazia parte do projeto
A participação da infraestrutura brasileira era um dos componentes estratégicos da iniciativa. A rede colombiana seria conectada às InfoVías existentes no Brasil, criando um corredor de comunicação digital entre os dois países através da Amazônia.
No território colombiano, o projeto previa conexões em localidades de Putumayo e Amazonas, entre elas Puerto Asís, Puerto Leguízamo, Leticia e Puerto Nariño.
O desenho da rede permitiria ainda criar alternativas para o tráfego internacional de dados e ampliar a integração digital da região amazônica.
Governo cancela licitação
A licitação pública FTIC-LP-001-2026 foi cancelada após uma revisão conduzida pelo Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicações da Colômbia, já sob o governo do presidente Abelardo De La Espriella.
Por determinação da nova ministra das Tecnologias da Informação e Comunicações, Alexandra Falla, uma equipe especializada analisou o processo. Entre os aspectos considerados pelo governo estavam questões financeiras e riscos relacionados à execução técnica, ao meio ambiente e à cobertura efetiva que seria proporcionada pelo projeto.
Outro ponto analisado foi a evolução dos custos. A iniciativa havia sido estimada inicialmente em aproximadamente 683 bilhões de pesos colombianos. Em 2026, o valor total previsto chegou a cerca de 1,14 trilhão de pesos, representando aumento de 67,1%.
Os recursos haviam sido planejados para financiar não apenas a implantação da infraestrutura, mas também sua operação e manutenção até 2035.
Projeto ainda não havia começado a ser implantado
Apesar do avanço dos estudos e do processo de contratação, a infraestrutura ainda não havia começado a ser instalada quando ocorreu o cancelamento.
Isso significa que a decisão não interrompeu uma conexão de internet já existente entre Brasil e Colômbia. O que foi suspenso foi o processo destinado à construção da nova infraestrutura amazônica e à sua futura integração com a rede brasileira.
O cancelamento coloca em discussão o futuro de uma iniciativa que combinava dois desafios estratégicos para a região: ampliar o acesso à internet nas comunidades amazônicas e aprofundar a integração digital entre Brasil e Colômbia.
Até o momento, permanece em aberto se o projeto será definitivamente abandonado ou se poderá ser reformulado pelo novo governo.
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