Logo R7.com
RecordPlus
Eduardo Olimpio
‌

O contágio pela escuridão dos tempos 

A luz científica pode iluminar o caminho até a cura das moléstias do mundo?

Eduardo Olimpio|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
É relevante aprofundar o debate sobre as campanhas de vacinação
É relevante aprofundar o debate sobre as campanhas de vacinação

Para comentar sobre um assombroso movimento que toma conta de parte da população de um país aclamado pelo desenvolvimento econômico e tecnológico, mas suscetível a gafes e falta de senso crítico como qualquer pedaço de chão no mundo, nada melhor do que dar uma rápida espiada no que estamos todos mergulhados.

A esta altura do corre-corre, dos diz-que-diz, do sensacionalismo, da informação imprecisa vinda de fonte nada científica, de mentiras, de memes, preconceitos e crendices, falar a sério do novo coronavírus poderia ser mais um exercício fácil de recorta e cola de centenas de textos, de explanações de agentes de saúde e do governo, de gráficos, de números, de vilões.

Ocorre que, por mais que ouçamos nas rádios e nos podcasts, leiamos nas revistas e jornais ou vejamos na tv, o mundo, e não as pessoas contaminadas pelo covid-19, está como sempre esteve na escala de medida de saúde dos corpos celestes há milênios: doente... e muito.

E num cenário planetário de pragas que se expandem e encolhem conforme muda a estação do ano, a coordenada geográfica e a ação humana, os casos de coronavírus, como ficarão no Brasil? A resposta: aumentarão no país, à medida que sintomas forem transformados em notificações às secretarias de Saúde, e a simples elevação dos casos oficiais é importante, mas não fecha o diagnóstico. Para este e outros vírus, protocolos de atendimento, precaução, lavagem de mãos, etiqueta ao espirrar ou tossir com gente ao redor, medicação e repouso/isolamento, somados à responsabilidade e disponibilidade de materiais de higiene ajudarão, e muito, no combate.

‌

Contudo, talvez o mais relevante seja aprofundar, em rodas de conversa e nas escolas, o debate sobre as campanhas multinacionais de grupos cada vez mais numerosos que são contra a vacinação para erradicar quaisquer doenças. Este é o ponto da curva que deveria saltar das planilhas de estudos médicos, sociológicos (de comunicação, inclusive) e governamentais para as ruas a fim de racionalizar, fazer raciocinar e implementar políticas públicas e legislativas para impedir esse tipo de ‘contaminação’, pois doenças até ontem controladas ou estão de volta ou passíveis de terem seus agentes fortalecidos pelo enfraquecimento da barreira que a falta das vacinas proporciona.

Deixando de alimentar o obscurantismo, podemos voltar (?) a um panorama no qual as pessoas tornem a ver e reconhecer o quanto a eficácia de vacinação em massa para se prevenir doenças salva vidas.

‌

Há décadas existem os tais grupos de espalhamento desse verdadeiro "micróbio" em proporção multicontinental, no entanto, com mais este vírus atual uma nova porta se abre para que venhamos a refletir, de forma honesta e baseada em fatos e dados, o comportamento coletivo, ora histérico, ora acuado, diante de surtos de moléstias e o papel dos agentes públicos. Para você, falta pulso nas ações corretivas, punitivas ou cognitivas quando se pensa em combater o mal da campanha contra as vacinas?

Tem de tudo um pouco quando se fala em pandemias e suas relações diretas com setores da realidade e do espectro imaterial, porém, não são menos sensíveis de se notar quando analisamos fronteiras regionais/nacionais, solidariedade e empatia, indústria farmacêutica e "teorias da conspiração" (e, na esteira, armas químicas/biológicas), espiritualidade/materialidade, retração econômica com falta de insumos e quedas de bolsas de valores etc.

‌

Mesmo cansados de ler, de ouvir, de ver animações computadorizadas e desfiles de máscaras antes, durante e depois dos carnavais mundo afora, não devemos baixar a guarda na prevenção do coronavírus e de fake news sobre a eficiência de programas de vacinação.

A propósito, quem achou que o sujeito oculto no primeiro parágrafo eram os Estados Unidos acertou. Contraditoriamente, é a primeira nação a anunciar uma vacina contra o coronavírus. Vai entender este pisca-pisca!

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.