Encontro entre Lula e Trump: o que esperar da reunião desta quinta-feira, nos EUA
A visita foi acertada após telefonema entre os presidentes, na semana passada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca nesta quarta-feira (6), na base aérea de Joint Base Andrews, nos arredores de Washington, onde cumpre agenda oficial nos Estados Unidos. Durante a visita, ele ficará hospedado na residência oficial da Embaixada Brasileira.
O encontro com o presidente Donald Trump está marcado para esta quinta-feira (7), às 11h no horário local (meio-dia em Brasília). A reunião será classificada como uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma visita de estado, que costuma incluir uma série de cerimônias protocolares.
A agenda foi definida após uma conversa telefônica entre os dois líderes na semana passada, embora as equipes já discutissem a possibilidade do encontro desde o fim do ano passado. A guerra no Oriente Médio dificultou o alinhamento das agendas.
Segundo interlocutores, a reunião foi um pedido dos Estados Unidos e deve ter uma pauta ampla, com destaque para temas de segurança e economia.
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Segurança em foco
O governo brasileiro pretende reforçar a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime transnacional. A ampliação de acordos na área de segurança pública será um dos principais pontos da conversa.
Representantes dos dois países vêm mantendo diálogos reservados sobre o tema. Historicamente, a Polícia Federal e o FBI já atuam em parceria no enfrentamento de crimes como tráfico de drogas e imigração ilegal.
Nos bastidores, aliados de Trump teriam demonstrado interesse em classificar facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas internacionais. Integrantes do governo brasileiro, no entanto, negam qualquer avanço nessa direção.
A possibilidade gerou preocupação no Palácio do Planalto. Há receio de que uma medida desse tipo abra espaço para uma atuação mais direta dos Estados Unidos no Brasil, nos moldes de operações realizadas na Colômbia sob o argumento de combate ao narcoterrorismo.
Economia e comércio
Além da segurança, temas econômicos devem ocupar parte importante da reunião. Entre eles estão as investigações comerciais abertas pelos Estados Unidos contra o Brasil, que apuram supostas práticas desleais, inclusive envolvendo o Pix.
Também devem entrar na pauta as tarifas sobre exportações brasileiras e o interesse americano na exploração de terras raras no Brasil.
Os recursos são estratégicos para a indústria de tecnologia e são praticamente dominados pela China, principal rival comercial dos Estados Unidos, que detém cerca de 90% do processamento desses elementos.
O governo brasileiro chegou a fazer um aceno de que o tema poderia ser negociado, contanto que o processamento acontecesse em solo brasileiro.
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