Noriega: com despedida de Messi, termina a era dos grandes gênios do futebol
Saída do craque da seleção argentina é o começo do fim da carreira de um dos maiores da história
Espaço Prisma|Maurício Noriega, especial para o R7*
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A despedida de Messi da seleção da Argentina marca o começo do fim da era dos Grandes Gênios do Futebol.
Messi é o último representante dessa classe especial. Ele, Maradona, Cruyff, Garrincha. Pelé não vale, porque não existe parâmetro para o Rei do Futebol. Ele é o parâmetro. Houve muitos gênios, como Zidane, Cristiano, Zico, os Ronaldos, Rivellino, Di Stéfano. Grandes gênios são diferentes de gênios.
Não hesito em cravar que Messi superou Maradona. É mais completo, mais artilheiro, mais decisivo.
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Por que ele é o último grande gênio?
Porque o futebol mudou. Jogadores improváveis como Messi são cada vez mais improváveis. Alguém que se destaque mesmo sem ser o mais alto, o mais forte e o mais versátil. Lembremos que Messi não é um grande cabeceador e não chuta tão bem com os dois pés (um de cada vez, claro), como Pelé.
Messi encontrou soluções que potencializavam sua capacidade técnica e o protegiam das limitações inevitáveis impostas pelo tempo. Mapeava o campo e os adversários na Copa de 2026 e, quando parecia estar desconectado da partida, aparecia a faísca de genialidade que dava um passe, um chute mortal.
Os craques do presente e do futuro são jogadores mais táticos e físicos. O futebol pede isso. Adaptação ao coletivo, renúncia individual. Messi fez tudo isso nas Copas de 2022 e 2026, sem jamais deixar de ser imprevisível.
O herdeiro de Messi no trono da bola deve ser o espanhol Lamine Yamal. Mais até do que o francês Mbappé. Yamal é mais genial, tem lances que parecem inventados por ele. Ao mesmo tempo, se adapta às necessidades do futebol atual, ajuda na recomposição, sabe ser arco e flecha.
Não veremos mais Messi nos jogos de seleções. Tomara que ele possa ainda nos brindar com sua arte em partidas de clubes, onde ele quiser jogar.
Só nos resta agradecer por toda a alegria que nos ofereceu.
Pena que não tenha passado umas férias aqui pelo Brasil na infância e decidido se naturalizar.
*Maurício Noriega é comentarista esportivo da RECORD
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