Maurício Noriega: O que os números dizem sobre a eficácia no futebol brasileiro e mundial?
Estatísticas confirmam que quanto mais se cria, mais se perde. Inclusive no maior campeonato nacional do planeta
Espaço Prisma|Maurício Noriega, especial para o R7*
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A palavra eficácia invadiu as entrevistas coletivas do futebol brasileiro. O substantivo feminino refere-se a aquilo que cumpre o planejado, que é eficaz, competente. Vem do latim eficcacia, de fazer, botar pra fora. No caso do futebol, botar a bola pra dentro do gol.
Quando precisam explicar por que seus times desperdiçam muitas oportunidades de gol, as comissões técnicas recorrem à falta de eficácia para explicar.
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Num ranking de eficácia, como está o Campeonato Brasileiro da Série A se comparado a outras grandes ligas do mundo?
Com base em dados estatísticos de portais confiáveis, pedi a uma IA que me ajudasse na compilação dos dados sobre o tema. A análise envolveu os campeonatos nacionais de Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália e Brasil.
A Premier League, consagrada como a melhor liga nacional, se destaca. A média de chances criadas por equipe por partida fica entre 2,8 e 3,2, índice considerado muito alto.
Assim como muito se cria, muito se perde na terra do Rei Charles. O índice de chances perdidas também é o maior entre as ligas comparadas: 1,6.
Pela ordem de criação, após a Premier League aparece a Bundesliga alemã, com 2,7 a 3,0 chances criadas por jogo. La Liga espanhola em terceiro, com 2,4 a 2,7, índice considerado médio, seguida pela Série A da Itália, com 2,2 a 2,5.
O Brasileirão? É o rabeira em chances criadas, com 2,1 a 2,5, muito perto da Itália, terra de futebol defensivo.
No índice de desperdício, a Premier League é seguida pela Bundesliga, em que a taxa de chances perdidas é quase a mesma, com 1,5 em média. O Brasil vem logo depois, com 1,4. Os três índices se enquadram na categoria alta. No Brasil, cria-se menos e perde-se mais gols.
Segundo a IA, o calendário desgastante e a oscilação técnica das equipes são as responsáveis pela falta de eficácia no Brasileirão. Algo que nós, do time da IN, Inteligência Natural, já sabíamos faz tempo.
No Brasileirão, o time que mais cria grandes chances é o Flamengo, com 92 em 28 rodadas. Athletico (80), Fluminense (71) e Atlético Mineiro (70) fecham esse recorte. O Palmeiras, que disputa a taça com o Flamengo, é apenas o 14º, com 53 grandes oportunidades.
O que diz a eficácia?
O Flamengo é quem mais desperdiça grandes chances, com 53. Seguido por Athletico (50), Galo (45) e Mirassol (44). O Palmeiras é o 12º (35).
Em comparação com outros campeonatos importantes, no Brasileirão cria-se pouco e perde-se muito gol, se comparado a outras ligas importantes.
*Maurício Noriega é comentarista esportivo da RECORD.
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