Noriega: perigo real e imediato de rebaixamento deixa Corinthians em alerta máximo
Situação atual é pior que a do time que caiu em 2007 na trigésima rodada
Espaço Prisma|Do R7
Que o torcedor do Corinthians não se iluda: o time corre perigo real e imediato de rebaixamento. Não é Harrison Ford, o mocinho do sucesso do cinema de 1994, quem assume a missão de evitar o desastre. O holandês Clarence Seedorf aceitou o papel. A missão de Seedorf é tão difícil como a de Jack Ryan, o personagem de Ford na película.
Para não ser iludido pelo mantra “time grande não cai”, o Corinthians precisa estar atento ao que gritam os números. Embora Cléber Machado, o Harrison Ford do Esporte da Record, não goste dessas comparações, elas mandam recados claros.
Após a trigésima rodada do Campeonato Brasileiro de 2007, o Corinthians tinha acabado de vencer o São Paulo por 1 a 0, fora de casa, e estava na décima sétima posição, com 38 pontos e dez vitórias. Dezenove anos depois, o Timão perdeu para o Palmeiras por 4 a 1 na rodada 30 e está em décimo-sexto lugar, somando 32 pontos – seis a menos do que tinha no mesmo estágio em 2007, com apenas oito vitórias.
Cléber diz que cada campeonato é um campeonato; os times e jogadores não são os mesmos. Ele tem razão, mas os dados ajudam a contar histórias e a desenhar cenários.
O Corinthians terminou o Brasileirão de 2007 em décimo-sétimo lugar, com 44 pontos, sendo rebaixado para a Série B. A campanha teve dez vitórias, 14 empates e 14 derrotas. O time fez 40 gols e sofreu 50, saldo negativo de dez.
Em 14 de outubro de 2026, o Corinthians tem oito vitórias, oito empates e já soma as 14 derrotas com que caiu em 2007. Marcou 31 gols e sofreu 38, saldo negativo de sete.
Não foi Cléber... ops, Harrison Ford, na pele de Jack Ryan, quem usou o termo “perigo real e imediato no filme”. A fala é do ator Donald Moffat, que interpreta o presidente Bennett. Mas vale o recado para o Corinthians, do presidente ao ponta-esquerda.
O time tem oito jogos para realizar no campeonato, quatro em casa e quatro fora. Os adversários na Neo Química Arena serão Vitória, Mirassol, Botafogo e Grêmio. Todos rivais diretos. Como visitante, o time de Seedorf e Memphis vai enfrentar Vasco, São Paulo, Atlético Mineiro e Remo (que deve estar rebaixado matematicamente antes da última rodada).
Caso vença os quatro jogos em casa, o Timão chegará aos 44 pontos, com os quais caiu em 2007. Precisa buscar pontos como visitante para, no mínimo, alcançar o número mágico de 45 pontos, a tábua de salvação projetada pelos matemáticos. O teto de pontuação do time da Fiel para 2026 é de 56 pontos.
Como mandante, o Corinthians somou 18 pontos, o que o coloca na décima sétima posição entre 20 times. Como visitante, embora tenha somado menos pontos (14), o desempenho é um pouco melhor: décimo-terceiro.
Desde 2021, os times que ficaram em décimo-sexto lugar no Brasileiro, salvos do rebaixamento, tiveram as seguintes pontuações: 2021 – Juventude, 46; 2022 – Cuiabá, 42; 2023 – Bahia, 44; 2024 – Bragantino, 44; 2025 – Internacional, 44.
O Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) faz um acompanhamento de probabilidades do Brasileirão. Atualmente, aponta em 41,9% as chances de rebaixamento do Corinthians. Também coloca em 0,653% a probabilidade de rebaixamento, data de hoje, de um time que somar 45 pontos.
Corintiano, é ou não é perigo real e imediato?
*Maurício Noriega é comentarista esportivo da RECORD.
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