Logo R7.com
RecordPlus
‌

Brasil e China criam centro de IA para agricultura familiar

Acordo prevê pesquisas e desenvolvimento de tecnologias para pequenos produtores, com cooperação científica durante cinco anos

Fonte Agro|Kelly GodoyOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil e China assinaram um acordo para criar o Centro de Cooperação Brasil-China para Aplicação de Inteligência Artificial na Agricultura.
  • A parceria entre Embrapa e instituições chinesas visa desenvolver tecnologias para a agricultura familiar, com foco em automação, robótica e IA.
  • O projeto inclui pesquisas conjuntas, intercâmbio de pesquisadores e implantação de áreas-piloto no Brasil com máquinas inteligentes.
  • A cooperação busca fortalecer a capacitação e assistência técnica na agricultura familiar, ampliando o acesso a tecnologias avançadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Foto: divulgação - Embrapa

A Embrapa e instituições chinesas assinaram um acordo para desenvolver inteligência artificial aplicada à agricultura familiar. O Memorando de Entendimento prevê a criação do Centro de Cooperação Brasil-China para Aplicação de Inteligência Artificial na Agricultura. A assinatura ocorreu na segunda-feira (21), em Nanjing, capital da província de Jiangsu.

O acordo terá duração prevista de cinco anos e reunirá instituições brasileiras e chinesas. Participam da iniciativa a Embrapa, a Universidade Agrícola de Nanjing (NAU) e a Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu (JAAS). Também integram o programa a Sinomach Digital Technology Corporation e a Associação Internacional para Cooperação Popular (IAPC).

‌

Veja Também

IA e máquinas inteligentes no campo

A parceria prevê o desenvolvimento e a adaptação de soluções para agricultura digital, automação, robótica e inteligência artificial. O projeto terá atenção especial às necessidades da agricultura familiar.

Entre as ações previstas estão pesquisas conjuntas sobre máquinas agrícolas inteligentes, plataformas digitais e modelos de cultivo. Além disso, o programa prevê intercâmbio de pesquisadores, missões técnicas, workshops e capacitações.

‌

As instituições também pretendem buscar recursos conjuntamente em fundos de pesquisa brasileiros, chineses e internacionais. Segundo a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a cooperação amplia as possibilidades de desenvolvimento conjunto entre os dois países.

“Essa cooperação Brasil-China é muito importante para adaptação de soluções tecnológicas na área de agricultura digital, automação, robótica e inteligência artificial, visando a produção de sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e inclusivos”, afirmou.

‌

Projeto prevê centros de máquinas inteligentes

Um dos principais desdobramentos do acordo será a implantação de áreas-piloto no Brasil. Essas áreas poderão receber Centros de Serviços de Maquinário Agrícola Inteligente. A proposta prevê máquinas de pequeno e médio porte, sensores, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial. Essas tecnologias deverão apoiar o monitoramento e a gestão da produção agrícola.

A organização dos serviços deverá ocorrer de forma coletiva, com participação de associações e cooperativas da agricultura familiar. O modelo pretende ampliar o acesso a tecnologias que podem ter custo elevado para pequenos produtores. Além disso, a iniciativa busca fortalecer a capacitação, a assistência técnica e a extensão rural.

‌

O acordo também prevê avaliar a integração das unidades demonstrativas ao Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater). As instituições ainda poderão replicar a experiência em outros territórios de agricultura familiar.

Embrapa amplia cooperação com a China

O novo acordo integra uma agenda mais ampla da Embrapa na China, realizada entre 15 e 22 de setembro. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, liderou a delegação brasileira durante a missão. A equipe participou da World AgriFood Innovation Conference (WAFI) 2026, em Pequim. Além disso, manteve reuniões com universidades, instituições de pesquisa e empresas chinesas.

A agenda começou pela China Agricultural University (CAU). Durante a missão, os participantes discutiram agricultura digital, bioinsumos, agroecologia, compostagem e inovação nos sistemas agroalimentares.

Parceria começou antes do novo acordo

A aproximação entre a Embrapa e a Sinomach Digital já vinha sendo construída antes do novo memorando. Em 2025, as duas instituições firmaram um memorando em Brasília. Posteriormente, o documento foi incorporado a um memorando bilateral entre Brasil e China.

Já em 2024, Sinomach Digital, Universidade Agrícola da China e Universidade de Brasília participaram da criação de um centro. A iniciativa criou um centro de ciência e tecnologia rural voltado à agricultura familiar.

Agenda também envolveu Banco dos Brics

Durante a missão, Silvia Massruhá também se reuniu com Dilma Rousseff, em Xangai. A ex-presidente do Brasil preside o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos Brics. O encontro integrou uma agenda de aproximação institucional e construção de novas oportunidades de cooperação para a agricultura brasileira. A missão da Embrapa na China terminou nesta terça-feira (22).

Search Box

✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.