São Paulo vive ‘epidemia de barulho’ e discute nova lei contra poluição sonora
Excesso de ruído preocupa especialistas e moradores, que pressionam a câmara por regulamentação mais rígida
Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro
A cidade de São Paulo enfrenta uma crescente crise de poluição sonora, antes centralizada no entorno do Aeroporto de Congonhas, mas agora disseminada por diversos pontos da capital. Pancadões, bares, casas noturnas, shows ao ar livre e até eventos autorizados pela prefeitura, como o “Paulista Aberta”, são citados como fontes de ruído excessivo que afetam a saúde da população.
Em entrevista, Marcelo Santo, idealizador da Frente cidadã de Despoluição Sonora, comenta que o problema vai além do incômodo e se tornou uma questão de saúde pública, com impactos comprovados no sistema cardiovascular e na saúde mental.
Diante do agravamento do cenário, movimentos civis pressionam a Câmara Municipal e a Assembleia Legislativa por uma nova legislação geral sobre poluição sonora, que abarque desde veículos com escapamento adulterado até obras públicas noturnas.
Embora o Programa de Silêncio Urbano (PSIU) atue em estabelecimentos fechados, ele não cobre as emissões sonoras em espaços públicos. Para os especialistas, o barulho deve ser tratado com base em evidências científicas e não apenas em permissões legais — sob o risco de a cidade normalizar e até legalizar níveis de ruído prejudiciais à saúde coletiva.
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