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Luiz Fara Monteiro

Abelha africana interrompe decolagem e atrasa voo em mais de 28 horas

Inseto foi encontrado em um tubo de Pitot, equipamento instalado na fuselagem externa, responsável pela indicação de velocidade do avião

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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O 737-700 da TAAG, matrícula D2-TBJ, envolvido na ocorrência
O 737-700 da TAAG, matrícula D2-TBJ, envolvido na ocorrência Pedro Aragão - Wikimedia Commons

Uma abelha - apenas uma - foi responsável por um atraso de mais de 28 horas em um voo da angolana TAAG.

O Boeing 737-700 da TAAG Angola Airlines, de registro D2-TBJ, em operação há 15 anos, já estava na pista do aeroporto de Maputo, em Moçambique, pronto para decolar. 


Ao atingir a velocidade de 80 nós (148 km/h), a tripulação rejeitou a decolagem devido a uma discrepância entre as indicações dos intrumentos do comandante e do primeiro oficial, segundo o Aviation Herald.

O pilotos conseguiram diminuir a velocidade em segurança e retornaram ao pátio.


Em nota, a TAAG informou que uma abelha foi encontrada em um dos tubos de Pitot, forçando a tripulação a rejeitar a decolagem. Os passageiros desembarcaram e foram levados para um hotel.

Os tubos de Pitot são instrumentos semelhantes a uma antena, fixados na fuselagem externa, que atuam como sensores de pressão que possibilitam o funcionamento de um dos mais importantes instrumentos de um avião: o velocímetro.


Em destaque, os Tubos de Pitot, na fuselagem externa de um 777
Em destaque, os Tubos de Pitot, na fuselagem externa de um 777 Cassiopeia Seet - Wikimedia Commons

A aeronave foi levada para a equipe de manutenção e partiu novamente no dia seguinte após cerca de 28 horas em terra, chegando a Luanda com um atraso de 28:15 horas.

"Depois da competente intervenção técnica, a aeronave foi dada como aeronavegável, tendo já realizado o seu voo de regresso a Luanda em plena segurança", informa a nota, na qual a companhia aérea nacional lamenta o sucedido e os transtornos causados aos passageiros", afirmou o comunicado.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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