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Luiz Fara Monteiro

América Latina pode ganhar mais espaço no debate de viagens corporativas

Candidato ao conselho global da Global Business Travel Association diz que futuro passa pelo desenvolvimento de profissionais, uso da inteligência artificial e representação diversa da indústria

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Luiz Moura, cofundador da VOLL VOLL

A eleição que definirá a próxima composição do conselho global da Global Business Travel Association (GBTA) entra em sua reta final com a América Latina buscando ampliar sua presença nas discussões globais do setor. Entre os candidatos ao board da principal associação mundial de viagens corporativas, o brasileiro Luiz Moura, cofundador e Diretor de Negócios da VOLL, defende que a região seja mais ouvida nas decisões que moldam o futuro da indústria, levando ao debate uma agenda baseada em desenvolvimento profissional, inteligência artificial aplicada e maior representatividade dos mercados emergentes.

Selecionado para concorrer a uma das cadeiras destinadas aos representantes do segmento de fornecedores, Moura é o único fundador de uma agência de viagens corporativas latino-americana na lista oficial de candidatos. Para ele, o setor vive um momento decisivo, marcado por transformações tecnológicas aceleradas, aumento da complexidade operacional e novas demandas estratégicas para gestores de viagens.


“O mercado de viagens corporativas está em um ponto de inflexão. Os profissionais da área enfrentam desafios cada vez maiores para equilibrar custos, eficiência, experiência do viajante e geração de valor para as empresas. Precisamos investir na formação desses profissionais e oferecer ferramentas que os ajudem a liderar essa transformação”, afirma.

Uma das bandeiras do executivo é justamente o fortalecimento do desenvolvimento profissional dos gestores de viagens. Segundo ele, a crescente complexidade da atividade exige investimentos contínuos em conhecimento. Essa visão acompanha iniciativas que Moura já apoia no Brasil. Em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), a VOLL desenvolveu a plataforma educacional Primeira Classe, que já capacitou 600 profissionais do setor ao longo de 10 edições.


Outra prioridade está relacionada à inteligência artificial. Moura defende que a discussão sobre IA no business travel avance da teoria para a prática, com foco em aplicações concretas e resultados mensuráveis. “A inteligência artificial já está gerando ganhos reais de produtividade, eficiência e economia para empresas de diferentes portes. O desafio agora é compartilhar conhecimento e criar referências que ajudem o mercado a acelerar sua adoção de forma responsável e estratégica”, afirma.

A experiência prática com IA é um dos diferenciais que o executivo pretende levar para as discussões da entidade. Na VOLL, ele lidera a expansão comercial da companhia, que atende mais de 850 mil viajantes corporativos por mês, em mais de 20 países. A empresa também desenvolveu o VOLL Smart Hub, marketplace de agentes de inteligência artificial voltado ao setor de viagens corporativas, que gerou mais de R$ 3 milhões em economia direta para clientes apenas no primeiro trimestre de 2026, com projeção de atingir R$ 50 milhões até o fim do ano.


A terceira frente defendida por Moura é ampliar a presença de mercados emergentes nas conversas que definem os rumos da indústria global. Segundo ele, embora a América Latina represente um mercado de mais de US$ 50 bilhões anuais em viagens corporativas e figure entre os principais polos globais do setor, suas experiências, desafios e inovações ainda recebem pouca visibilidade nos fóruns internacionais.

“A inovação não acontece apenas nos mercados mais tradicionais. A América Latina tem produzido soluções relevantes, especialmente em tecnologia e inteligência artificial aplicada. Dar mais visibilidade a essas experiências fortalece toda a indústria e amplia a diversidade de perspectivas nas decisões globais”, afirma.


Com mais de 20 anos de atuação na interseção entre turismo e tecnologia, Moura também integra o Conselho de Turismo da FecomércioSP e o Conselho Executivo da Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev). Ao longo da carreira, tornou-se uma das principais vozes do business travel na América Latina, com atuação voltada à inovação, transformação digital e ao futuro das viagens corporativas.

A votação para o conselho global da GBTA permanece aberta até 7 de julho e é aberta apenas a membros da associação. Os resultados serão anunciados no início de julho, durante o processo eleitoral que definirá a próxima composição do board da entidade.

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