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Luiz Fara Monteiro

Carregadores portáteis em voos: dispositivos podem causar graves incêndios

Risco levou Anac a atualizar regras de transporte do dispositivo com base em orientações internacionais

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Anac atualizou as regras para o transporte de carregadores portáteis em voos para aumentar a segurança.
  • Agora, é permitido transportar até dois power banks na bagagem de mão, com capacidade máxima de 100Wh.
  • Modelos entre 100Wh e 160Wh exigem autorização da companhia aérea; acima de 160Wh são proibidos.
  • Recomendações incluem evitar recarregar os dispositivos a bordo e mantê-los em local de fácil acesso durante o voo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Incêndio em aeronave da Air Busan com 176 pessoas a bordo, em 2025: bateria a bordo Reprodução/Yonhap

O carregador portátil tornou-se um item indispensável no dia a dia de milhões de pessoas que precisam estar conectadas em tempo integral.

Com isso, o uso e o transporte dos chamados power banks em viagens aéreas se popularizaram, mas o transporte desse tipo de dispositivo passou a exigir mais atenção de passageiros e companhias aéreas.


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Isso porque há riscos associados às baterias de íon de lítio, que podem superaquecer e, em casos extremos, provocar incêndios.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou as regras para o transporte de carregadores portáteis (powerbanks) em voos, com o objetivo de aumentar a segurança das operações aéreas.


Agora, estão valendo as seguintes regras sobre carregadores portáteis:

  • Power banks devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão (regra já existente, agora reforçada);
  • Cada passageiro poderá transportar, no máximo, dois power banks;
  • Os equipamentos devem ter capacidade de até 100 Wh;
  • Os modelos que tenham entre 100 Wh e 160 Wh precisarão de autorização prévia da companhia aérea;
  • Já aqueles superiores a 160 Wh são proibidos e deverão ser descartados antes da entrada na aeronave;
  • É proibido recarregar power banks a bordo da aeronave;
  • Fica sugerido que power banks não sejam utilizados para carregar outros eletrônicos a bordo da aeronave;
  • Os power banks devem estar protegidos contra curto-circuito, com os terminais isolados ou na embalagem original;

Essas medidas têm o objetivo de reduzir o risco de incêndios em cabine, uma vez que baterias de lítio podem apresentar falhas que levam ao superaquecimento.


Reportagens recentes da imprensa internacional, inclusive, apontam que dezenas de incidentes envolvendo esse tipo de bateria já foram registrados apenas neste ano nos Estados Unidos, acendendo um alerta para o setor.

Leonardo Lopes Bezerra Divulgação

O cenário chama a atenção de especialistas como Leonardo Lopes Bezerra, consultor em materiais perigosos e especialista em certificação e conformidade de embalagens segundo normas nacionais e internacionais.


Segundo ele, o principal risco está na chamada “fuga térmica”. “As baterias de lítio armazenam alta densidade de energia. Em condições inadequadas, podem entrar em uma reação em cadeia que gera calor extremo, liberação de gases inflamáveis e até incêndios em poucos segundos”, explica.

O especialista ressalta que regras como a obrigatoriedade de transporte dos power banks exclusivamente na bagagem de mão seguem padrões globais estabelecidos por órgãos reguladores, como o Departamento de Transporte dos Estados Unidos (DOT), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). A medida permite uma resposta mais rápida em caso de incidentes durante o voo.

Entre as recomendações do especialista para o transporte dos carregadores portáteis, estão verificar previamente as regras da companhia aérea, manter o dispositivo em local de fácil acesso e evitar armazená-lo no fundo de mochilas ou em compartimentos fechados.

A qualidade e a procedência dos dispositivos também são pontos críticos, ainda pouco observados pelos consumidores. “Produtos fora de conformidade geralmente não oferecem proteções básicas, como sistemas contra sobrecarga ou variações de temperatura. Em muitos casos, o risco não está no uso pelo passageiro, mas na própria fabricação do equipamento”, destaca Bezerra.

Diante do aumento de incidentes e da popularização desses equipamentos, a conscientização dos passageiros torna-se um fator-chave para a segurança a bordo.

Pequenas atitudes, como escolher produtos confiáveis, seguir as orientações das companhias aéreas e estar atento ao manuseio, podem fazer a diferença em situações críticas. “O power bank é um aliado da rotina corrida, mas exige responsabilidade no uso, especialmente em ambientes como aeronaves, onde qualquer incidente precisa ser contido rapidamente para evitar grandes tragédias”, conclui Bezerra.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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