Comandante prestes a se aposentar fica sem voo e ganha carona de filho em companhia concorrente
Último voo do aviador foi cancelado de última hora após encerramento das operações da Spirit Airlines

O último voo do comandante Jon Jackson estava agendado para sábado. Mas, momentos antes do início do embarque, se oficializou o encerramento das operações da Spirit Airlines, que há tempos.
Com o fechamento repentino da empresa, Jackson não só teve a aposentadoria cancelada, como ficou sem o voo que iria comandar para o Aeroporto Internacional de Baltimore-Washington. Ele comentou com o filho, copiloto da Southwest, uma companhia aérea concorrente da Spirit.
Chris Jackson, que também voaria no mesmo dia, usou suas conexões com os colegas de trabalho, que, se mobilizaram e resolveram transformar a tristeza do pai em uma homenagem digna de quem se dedicou anos a transportar pessoas em segurança.
A primeira ação foi acomodar o comandante no voo da companhia rival. Ele voou na cabine, de carona com o filho. Depois, um despachante do aeroporto BWI providenciou para que caminhões de bombeiros recebessem o avião no pouso, dando a Jackson a tradicional saudação para voos especiais com jatos de água.
No desembarque, Jackson foi recebido com aplausos por funcionários e passageiros que estavam no voo.
“Senhoras e senhores, o Sr. Jon Jackson”, disse um funcionário do portão de embarque pelo sistema de som, antes de entregar uma garrafa de champanhe ao ex-piloto da Spirit.
“É muito emocionante, não tenho palavras para agradecer a todos vocês”, disse Jackson à multidão que o aplaudia. “Com o fim do Spirit, este é um dia triste, e vocês o tornaram incrível. Muito obrigado.”
Jackson posou para fotos com seu filho e o restante da tripulação antes de deixar o aeroporto para começar um novo capítulo de sua vida.

“Foi um poderoso lembrete da capacidade da comunidade da aviação de demonstrar respeito, compaixão e solidariedade quando mais importa”, disse a companhia aérea.
O encerramento das operações da Spirit no final da noite deixou milhares de passageiros retidos em 277 voos cancelados no sábado.
Executivos da oitava maior companhia aérea do país — que empregava mais de 17.000 funcionários e operava centenas de voos diários em seus aviões amarelos brilhantes — anunciaram o encerramento das operações “com efeito imediato” após não conseguirem um auxílio financeiro de US$ 500 milhões do governo federal.
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