Logo R7.com
RecordPlus
Luiz Fara Monteiro

Composição do preço do combustível de aviação será discutida na Câmara

Requerimento enviado ao presidente da Comissão de Viação e Transporte solicita audiência para ouvir representantes do Ministério de Minas e Energias, Petrobras, ANAC e outros órgãos

Luiz Fara Monteiro|Do R7

  • Google News
Deputada Jaqueline Cassol: requerimento para discutir o preço do querosene de aviação (QAV)
Deputada Jaqueline Cassol: requerimento para discutir o preço do querosene de aviação (QAV) Arquivo Pessoal

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados (CVT) irá discutir o requerimento formulado pela Deputada Jaqueline Cassol (PP-RO) para a realização de audiência pública para debater a precificação do querosene para aviação no Brasil.

O documento foi encaminhado ao presidente da Comissão, Deputado Hildo Rocha (MDB/MA), que deve analisar o pedido na próxima reunião da Comissão. 


Na última semana, a Petrobras anunciou um reajuste de 6,7% no preço do querosene de aviação. De 1º de janeiro a 1º de maio desse ano, a alta chega a 48,7%, segundo dados da Petrobras compilados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR).

Somente no ano passado, o valor do QAV acumulou aumento de 92%.


Caso o requerimento seja aprovado, representantes de pelo menos 7 órgãos serão ouvidos:

Representante do Ministério de Minas e Energia; Ministério da Infraestrutura; Instituto Brasileiro de Petróleo – IBP; PETROBRAS; Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP; Associação Brasileira das Empresas Aéreas – ABEAR e representante da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC.


A data da audiência será agendada posteriormente.

O documento destaca que, para a aquisição do Combustível de Aviação (QAV) pelas empresas aéreas nacionais, é adotada uma política de paridade de preços internacionais pela Petrobras, adicionada aos tributos que representam 20% (vinte por cento) do QAV, sendo 15% (quinze por cento) de ICMS e 5% (cinco por cento) de PIS e COFINS.


"Importante salientar que o preço de referência determinado pela Petrobras é o que se adota

no Golfo do México, apesar de 92% (noventa e dois por cento) do QAV consumido no Brasil ser

produzido em suas próprias refinarias. Essa política de precificação – conhecida como sistema de

Preços de Paridade de Importação – encarece o insumo em 17% (dezessete por cento)", diz a deputada.

Jaqueline Cassol ressalta:

"Dessa maneira, são praticados preços com custos de transporte como se o combustível

tivesse sido produzido a quase 8 mil quilômetros e não a 60 quilômetros, que é a distancia média entre as refinarias e os principais aeroportos".

De acordo com a ABEAR, historicamente o QAV é o item de maior ineficiência econômica para as companhias aéreas brasileiras e responde por mais de um terço dos custos do setor, que por sua vez têm uma parcela de mais de 50% indexada ao dólar. A cotação da moeda norte-americana está atualmente em torno de R$ 5,1, sendo que o câmbio fechou o ano de 2017 em torno em R$ 3,19. O Brasil é o único país do mundo que tem um tributo regional sobre o QAV, o ICMS. Já as empresas estrangeiras não pagam esse imposto para abastecer em território nacional.

É por isso que uma viagem internacional muitas vezes é mais barata do que um voo doméstico, considerando-se distâncias similares, explica a ABEAR.

Preço do combustível de aviação será discutido na Câmara dos Deputados
Preço do combustível de aviação será discutido na Câmara dos Deputados William Alves
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.