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Luiz Fara Monteiro
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Ex-comissárias da Alitalia ficam de camisola durante protesto em Roma

Mais de 7 mil funcionários perderam o emprego após transição para a ITA, nova cia italiana

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Ex-comissárias tiram uniforme em praça no centro de Roma
Ex-comissárias tiram uniforme em praça no centro de Roma Reprodução de TV

Há 5 dias este blog noticiou a criação da ITA (Italia Transporto Aero), nova companhia criada com aval do governo italiano e da União Européia. E ressaltou a grande insatisfação de ex-funcionários da Alitalia, que vendeu seus direitos, incluindo uniformes e domínio eletrônico para a nova companhia por 90 milhões de Euros. 200 milhões a menos do que o pedido inicialmente. 

A insatisfação ganha proporções. Nesta quarta-feira o centro de Roma foi tomado por dezenas de ex-comissárias da Alitalia, que tiraram seus uniformes em praça pública e ficaram apenas de camisolas. Foi um protesto pelo corte de mais de 7 mil empregos, fruto da negociação entre a velha e a nova empresa. 

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Cerca de 50 mulheres se alinharam em filas numa praça próxima ao Capitólio de Roma, colocaram suas bolsas no chão e, em sicronia, removeram lentamente seus sobretudos, jaquetas do uniforme e saias. E finalizaram o ato apenas de camisolas e sapatos de salto.

As ex-comissárias permaneceram em silêncio por alguns minutos até juntarem cuidadosamente suas roupas e sapatos e gritarem juntas: "Nós somos a Alitalia!"

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Os sindicatos ligados ao setor denunciam que a ITA absorverá apenas 3 mil, dos quase 11 mil funcionários da antiga companhia. E mesmo assim, os que garantiram emprego na ITA fecharam contratos com uma significante redução de salário.

Os dirigentes sindicais pressionam para que o governo extenda o salário-desemprego por 5 anos para aqueles que nao foram contemplados pela nova companhia. A ITA prometeu novas contratações nos próximos anos, mas nao convenceu os sindicalistas. 

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Ex-pilotos, técnicos e aeroviários também protestaram nesta quarta-feira em frente ao Ministério da Economia da Itália.

A Alitalia fez seu voo final na última semana após quase 75 anos de existência e experimentou ao longo das décadas sucessivas crises financeiras e recorrente socorro do governo italiano. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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