Gasto extra da Lufthansa com combustível será de R$ 10 bi por conta da guerra no Oriente Médio
Companhia vai compensar o aumento do preço do combustível com tarifas mais altas e cortes de custos

A Lufthansa prevê arcar com 1,7 bilhão de euros (R$ 9,8 bi) em custos adicionais de combustível este ano por conta da escalada no preço do petróleo, causada pelo conflito no Oriente Médio. No entanto, a empresa manteve sua previsão de lucro para 2026, afirmando que operações de hedge (estratégia de proteção financeira utilizada no mercado para reduzir riscos de perdas em investimentos devido à volatilidade de preços), tarifas mais altas e cortes de custos ajudariam a compensar um impacto de 1,7 bilhão de euros (US$ 2 bilhões) nos custos do combustível de aviação, o que fez com que as ações subissem 6%, mesmo com as greves trabalhistas pairando sobre o próximo ano.
O grupo pretende mitigar o impacto do aumento do preço do combustível de aviação nos próximos trimestres “através do aumento da receita com a venda de passagens, do planejamento otimizado da malha aérea e de novas medidas de redução de custos”, afirmou a Lufthansa em comunicado.
A companhia aérea afirmou que a crise no Oriente Médio, que fez com que os preços do combustível de aviação disparassem devido a uma queda na oferta, estava impulsionando a demanda, já que os viajantes estavam sendo redirecionados por meio de seus hubs.
“Esperamos que o abastecimento de combustível em nossos centros de distribuição esteja garantido até junho, inclusive”, disse o diretor financeiro Till Streichert a jornalistas.
No entanto, o grupo aéreo está se preparando para possíveis interrupções. Por exemplo, escalas para reabastecimento podem ser necessárias em voos de longa distância para a Ásia e a África.
A Lufthansa reportou um prejuízo operacional ajustado de 612 milhões de euros (717 milhões de dólares) no período de janeiro a março, em comparação com o prejuízo de 659 milhões de euros projetado por uma pesquisa com analistas compilada pela empresa.
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