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Luiz Fara Monteiro

Impasse nas negociações de paz obriga aéreas a manter suspensão de voos ao Oriente Médio

British Airways e outras companhias estendem suspensão dos voos para o Oriente Médio durante a temporada de verão

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BA: voos para quatro destinos no Golfo Pérsico suspensos até o término do verão Alan Wilson via Wikimedia Commons

Companhias aéreas como a britânica British Airways suspenderam a maioria de seus voos para o Oriente Médio até o final de outubro, devido ao impasse nas negociações de paz entre os EUA e o Irã. A companhia aérea anunciou na segunda-feira que está cancelando os voos para quatro destinos no Golfo Pérsico até o término de sua programação oficial de verão.

A British Airways adiará a retomada dos voos para Amã, Bahrein, Dubai e Tel Aviv até 25 de outubro, embora espere retomar os voos para Doha e Riad em agosto.


Um dos motivos pelos quais a British Airways está retomando os voos para Doha e não para Dubai é devido à sua joint venture com a Qatar Airways, que depende da conexão de passageiros em Doha.

Dubai também costuma ser um destino mais tranquilo durante os meses quentes de verão, quando a procura por viagens tende a diminuir. Nas últimas semanas, várias companhias aéreas que operam a partir do Reino Unido estenderam a suspensão de voos para destinos no Golfo Pérsico durante grande parte da temporada de verão, enquanto algumas retomaram rotas para Israel.


A companhia de baixo custo Wizz Air retomou os voos para Tel Aviv em 28 de maio, enquanto os voos para Abu Dhabi, Amã e Dubai, partindo de destinos em toda a Europa, permanecem suspensos até meados de setembro.

A SWISS, a ITA Airways e a Lufthansa, todas pertencentes ao Grupo Lufthansa, devem retomar os voos já em julho, embora as rotas para Dubai permaneçam suspensas até 13 de setembro.


A Lufthansa, a Austrian Airlines e a Brussels Airlines também suspenderam todos os voos para oito destinos no Oriente Médio - incluindo Abu Dhabi, Amã, Beirute, Dammam, Riade, Erbil, Mascate e Teerã - até 24 de outubro.

No mês passado, as companhias aéreas globais cortaram um total de dois milhões de assentos que estavam previstos para maio, à medida que cresciam as preocupações com a guerra no Irã, pel aredução no fornecimento de combustível de aviação a níveis “criticamente baixos”, informa o Daily Mail.


De todas as companhias aéreas, a alemã Lufthansa foi a que teve o maior número de cancelamentos de assentos, eliminando 20.000 voos entre maio e outubro.

Estimativas de consultorias especializadas apontam que os preços das passagens aéreas subiram 24% em relação ao ano anterior – um número que provavelmente aumentará ainda mais devido à crise atual.

A IAG, proprietária da British Airways, Iberia, Vueling e Aer Lingus, já afirmou que fará “ajustes de preços”.

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