Macron destaca investimento em aviões-tanque, que combatem incêndio florestal perto de Paris
Aeronaves-tanque Canadair seguem lançando água na floresta de Fontainebleau, a cerca de 60 quilômetros da capital francesa

O presidente da França, Emmanuel Macron, fez uma postagem numa rede social nesta quinta-feira (16) para destacar as aeronaves de combate a incêndios, que seguem coletando água no rio Sena enquanto os bombeiros tentam conter as chamas em uma floresta ao sul de Paris. O fogo já dura cinco dias, em meio a uma onda de calor que se alastra e deixou vastas áreas da Europa propensas a mais incêndios florestais.
O incêndio em Fontainebleau, antiga reserva de caça real a cerca de 60 km da capital francesa e hoje pontilhada por vilarejos, começou no final da tarde de domingo. O fogo, incomum devido à sua proximidade com Paris, alastrou-se por cerca de 800 hectares de floresta.
Enquanto a França luta contra as chamas, a terceira onda de calor extremo desta temporada, que também afeta a Grã-Bretanha e a Espanha, continuou seu avanço em direção à Itália, onde as autoridades se preparavam para temperaturas que chegariam a 44°C na Sardenha esta semana.
Os Canadair CL-415, chamados deSuper Scooper,Bombardier 415) e o De Havilland Canadair DHC-515 são uma série de aeronaves anfíbias construídas originalmente pela Canadair e posteriormente pela Bombardier De Havilland. As aeronaves foram projetadas especificamente para combater incêndios florestais, embora possam desempenhar várias outras funções, como busca e salvamento e transporte utilitário.
Na rede social, o presidente Macron criticou a falta de investimentos nesse tipo de aeronave em governos passados e afirmou que sua administração aplicou o equivalente a R$ 2,3 bilhões para a aquisição de seis aeronaves modelo Dash 8 MRBET (Multi-Rôle Bombardier d’Eau et Transport).
“Nunca a França investiu tanto na segurança civil”, disse Macron.
Segundo o Monitor Climático da Reuters, a temperatura máxima média na Europa Ocidental na terça-feira foi de 29,4 °C, 6,3 °C acima da média sazonal para 14 de julho registrada entre 1961 e 1990. A diferença foi mais acentuada na Bélgica e na França, com máximas sazonais variando em até 9,4 °C e 9,1 °C, respectivamente.
Cientistas afirmam que as mudanças climáticas estão tornando esses eventos mais frequentes e intensos, deixando florestas e matagais em todo o continente vulneráveis a incêndios.
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